O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, acredita que a paralisação dos caminhoneiros está definitivamente terminada. Apesar de o acordo assinado por entidades do setor com o governo prever uma suspensão de 15 dias, ele acredita que o Executivo deu contrapartidas suficientes para mostrar empenho em resolver o problema do alto valor do diesel e o movimento está encerrado.
“Não vejo necessidade [de continuar a greve], porque as conquistas firmadas de fato já dão condição de estabilidade para a categoria. A começar pela redução no óleo diesel. Uma redução de 10% e política de reajuste a cada 30 dias é um alívio, diante do trauma que a categoria estava vivendo”, disse, após a reunião no Palácio do Planalto.
Diumar afirma que a CNTA representa 1 milhão de caminhoneiros pelo país, divididos em 120 sindicatos legalizados. Ele afirmou que, a partir de agora, o trabalho será de informar os trabalhadores sobre o acordo e todos voltarem ao trabalho a partir desta sexta-feira (25). De acordo com ele, os 15 dias de suspensão da paralisação são justamente o prazo para a realização de uma nova reunião com o governo.
“Os 15 dias são o compromisso do governo em voltar a se reunir conosco. Porque tem algumas coisas que nem tem como resolver [em 15 dias] e algumas coisas são atribuição do Parlamento. E eles se comprometeram conosco em botar o empenho do governo”.
Mas nem todos os caminhoneiros estavam representados na reunião com os ministros de Michel Temer. Um exemplo são os caminhoneiros autônomos do centro-oeste.
Wallace Landim estava na porta do Palácio do Planalto na tarde de hoje se apresentando como representante dos motoristas individuais do Centro-Oeste. Ele reclamou que sua presença estava prevista na reunião, mas sua entrada não foi permitida.
Wallace afirmou que a categoria não está representada no acordo com o governo e que nenhuma decisão acatada será seguida por eles. Ele repetiu o discurso do representante da Abcam, e disse que, enquanto o fim do imposto sobre o diesel estiver confirmado, a paralisação continuará.
“Não somos representados [pelas associações que estão na reunião]. Somos caminhoneiros individuais. Se a gente não estiver participando, não vai ter nenhum resultado, nenhum. Pode sair de lá e falar que acabou a greve, que não adianta. A gente só libera a rodovia quando sair no Diário Oficial. Não estamos pedindo esmola, estamos pedindo o nosso direito”.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, rechaçou a possibilidade de uso de força policial para desobstrução das estradas. Ele destacou o caráter pacífico dos protestos pelo Brasil. “O governo é um governo do diálogo e mais uma vez demonstra isso. Foi um protesto ordeiro, houve respeito por parte dos manifestantes. O que queremos é que voltem a, efetivamente, trabalhar no sentido de abastecer a vida brasileira”.
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