Ao contrário do que foi divulgado nesta sexta-feira (28) pelos organizadores da passeata antirreformas, os números oficiais não chegaram nem perto dos 60 mil participantes. O JD1 Notícias informou nesta manhã que 15 mil eram os manifestantes e foi quem mais se aproximou do número oficial divulgado pelo Coronel Tolentino, Comandante do Policiamento Metropolitano, que foi de 10 mil manifestantes. A polícia chegou a esse número após analisar imagens feitas por um drone.
De acordo com o Coronel Tolentino esta foi a primeira vez que o equipamento foi usado para monitoramento de um evento. Operado pelo comandante da área central Tenente-Coronel Figueiredo, o drone permitiu uma visão mais ampla da área ocupada pelos manifestantes facilitando na estimativa de público e baseado nas imagens feitas pelo equipamento foi possível chegar a um número mais preciso de pessoas.
“Foi a primeira vez que usamos o drone. Com ele conseguimos perceber além da massa local os que estão no entorno porque temos uma visão mais ampla. Assim podemos perceber o que está acontecendo nos locais e deslocamos policiamento para lá”, explica o Coronel.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas estivaram presentes e nenhuma ocorrência grave foi registrada no Centro ou nos bairros. Ele conta que apenas um protesto mais acalorado foi registrado na frente de alguns bancos por conta da revolta de vigilantes, mas não houve brigas nem destruição de patrimônio.
Sem ocorrências graves durante a manifestação contra reformas no Centro da Capital a Polícia Militar destacou que tudo ocorreu de forma tranquila. De acordo com o Coronel Tolentino, 350 homens estiveram fazendo a segurança da população e o uso de um drone facilitou o monitoramento da área.
Nos bairros o policiamento também foi reforçado por causa da adesão à greve dos trabalhadores do transporte coletivo. “Alguns cidadãos que precisavam de ônibus para se deslocar se exaltaram com a demora dos coletivos, mas nenhuma ocorrência foi registrada, apenas ficamos monitorando as regiões”, conta Tolentino.
Nesta tarde, durante a Audiência Pública na Assembleia Legislativa que irá discutir os impactos das reformas da Previdência e Trabalhista, o coronel destacou que não será necessário reforço de policiamento no local, mas um efetivo mínimo, formado por 20 policiais, irá fazer a segurança no local.
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