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Entidades, autoridades e políticos lamentam morte de jornalista

Entre condolências e mensagens de luto, autoridades questionam segurança na fronteira com o Paraguai

13 fevereiro 2020 - 14h38Sarah Chaves    atualizado em 13/02/2020 às 15h09

A morte do jornalista brasileiro, Léo Veras, que foi executado em Pedro Juan Caballero cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã na quarta-feira (12), movimentou várias mensagens de pêsames de amigos e colegas da área, não só do Brasil como do Paraguai, junto com indagações sobre segurança pública.

Além de condolências, muitos políticos protestaram com a negligência de segurança na fronteira na linha de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, com Pedro Juan Caballero. O Departamento de Operações de Fronteira (DOF), lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade e pesar aos familiares.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) apresentou Moção de Pesar, na sessão desta quinta-feira (13), como forma de demonstrar apoio à família do jornalista. Para o deputado Coronel David (PSL), o profissional fazia um trabalho importante no combate ao crime organizado. “É uma perda para nós a morte deste profissional, que atuava denunciando a corrupção e o tráfico de drogas”, disse o deputado durante a sessão nesta manhã.

O deputado Pedro Kemp (PT) também lamentou a morte do jornalista. "Léo Veras atuava há 15 anos no combate ao narcotráfico e à narcopolítica. Exercia com coragem a sua profissão. Lamentamos e desejamos conforto aos familiares”, afirmou.

Delegados da Polícia Civil do Mato Grosso Sul que atuam na região de fronteira estiveram presentes no velório do jornalista brasileiro, onde os policiais civis prestaram homenagem à Léo Veras. A investigação acerca do crime está a cargo da polícia paraguaia, porém a Polícia Civil está colaborando, pois existe a possibilidade de que os criminosos tenham fugido para o país, após o assassinato.

O presidente da associação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Marcelo Träsel, também prestou seu apoio à família. "Estamos coletando as informações sobre o Léo, a morte de um comunicador é sempre motivo de preocupação e vamos cobrar das autoridades para que isso não fique impune", comentou.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) emitiram uma nota em conjunto lamentando a morte de Léo Veras e pedindo apuração do caso.

“As entidades se solidarizam com a família, os amigos e os colegas do jornalista, e esperam que as autoridades do Paraguai e do Brasil esclareçam o caso com celeridade e que os responsáveis pelo crime sejam encaminhados à Justiça e punidos nos termos da lei. ABERT, ANER e ANJ ressaltam que Léo Veras noticiava fatos relacionados ao tráfico de drogas, sério problema existente na fronteira entre Brasil e Paraguai, e vinha sofrendo ameaças, segundo informações da imprensa local. Os assassinatos de comunicadores têm por objetivo intimidar o livre exercício do jornalismo e impedir o direito dos cidadãos de serem plenamente informados. A apuração criteriosa e rápida da morte de Léo Veras, assim como dos demais homicídios de jornalistas, é fundamental para combater a impunidade, principal causa da continuidade desse tipo de crime”. 

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet publicou em seu Twitter, a indiganção com a impunidades dos crimes praticados na fronteira. “A execução do jornalista do Porã News, Léo Veras, é mais um capítulo escrito pelo crime organizado. Não pode ficar impune. Ele noticiava o narcotráfico entre MS e o Paraguai. Sinal da urgência em investir na segurança nas fronteiras. Minha solidariedade aos familiares e amigos”, postou.

Os membros do banco A do Partido Liberal Radical Autentico (PLRA), no Senado do Paraguai falaram sobre o assassinato e expressaram seu repúdio aos “atos delituosos cometido pela máfia”, lamentando que o crime organizado atue com impunidade no país e que as agências de segurança estejam sobrecarregadas “diante da ineficiencia, impunidade, corrupção e poder economico exercidos pela máfia da fronteira”.

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