Os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma resolução para aumentar as sanções contra a Coreia do Norte e reduzir até em US$ 1 bilhão ao ano os lucros do país com exportações, conforme informaram nesta sexta-feira (4) fontes diplomáticas.
O texto chega depois de algumas semanas de negociações entre Estados Unidos e China e responde aos dois recentes testes com mísseis balísticos intercontinentais feitos pelo Executivo em Pyongyang.
Uma fonte do Conselho de Segurança afirmou à Agência EFE que a previsão é de que a resolução seja votada hoje (5). Se for aprovada, ela endureceria ainda mais as fortes penalidades internacionais que já pesam sobre a Coreia do Norte, introduzindo novos vetos a determinadas exportações e controles mais restritos, entre outras medidas.
"Peço a todo o Conselho de Segurança que apoie a nova resolução de sanções à Coreia do Norte", afirmou o embaixador britânico perante a ONU, Matthew Rycroft, em mensagem no Twitter.
Rycroft destacou que as medidas custariam à Coreia do Norte aproximadamente US$ 1 bilhão em novas proibições de vendas ao exterior e controles mais duros para algumas medidas já em vigor.
A embaixadora norte-americana perante as Nações Unidas, Nikki Haley, anunciou em 5 de julho que o seu país iria apresentar em breve um projeto de resolução para aumentar a pressão contra o regime de Kim Jong-un depois das últimas provocações.
Os Estados Unidos iniciaram então negociações com a China, o principal apoio da Coreia do Norte no Conselho de Segurança, para tentar conseguir um acordo e levá-lo depois aos demais membros. As discussões, desenvolvidas em sigilo, avançaram muito lentamente, dando tempo de Pyongyang testar um novo míssil na semana passada.
Desde o começo do processo, a Rússia se mostrou muito crítica, questionando a conveniência de aumentar as sanções. O o governo russo também mantém divergências com o Ocidente sobre a análise técnica dos últimos testes norte-coreanos.
Enquanto a maior parte da comunidade internacional considera que os projéteis disparados são mísseis balísticos intercontinentais, capazes, por exemplo, de alcançar o Alasca, Moscou fala em foguetes de médio alcance, parecidos a outros testados anteriormente.
A Coreia do Norte está proibida pelo Conselho de Segurança de fazer este tipo de ensaio por conta das sanções contra o seu programa nuclear, que significativas restrições econômicas e diplomáticas.
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