Na manhã desta terça-feira (29), o General do Comando Militar do Oeste (CMO) afirmou em entrevista ao JD1 Notícias que o Exército Brasileiro não se posiciona a favor ou contra os protestos dos caminhoneiros.
Segundo José Freitas, Comandante do CMO, a instituição trabalha para diminuir as consequências que afetam a maioria dos setores em Campo Grande e em todo Mato Grosso do Sul. "A ferramenta que os caminhoneiros estão utilizando está nos levando a uma situação de quase caos social e é nisso que trabalhamos. O povo brasileiro não sabe como é um desabastecimento geral, como acontece em outros países próximos, onde pessoas realizam saques em supermercados, ocorrem mortes por falta de remédio e por fome. Ainda não chegamos a este ponto, mas combustíveis estão faltando e doentes do interior do Estado não estão conseguindo chegar a Capital para realizar quimioterapia, muitas pessoas estão sofrendo", afirma.
Decreto nacional
Na última sexta-feira (25), o Presidente Michel Termer decretou que as forças federais como a Marinha, o Exército e a Aeronáutica usassem a força militar para garantir a lei e a ordem durante os movimentos grevistas realizados pelos caminhoneiros.
De acordo com o General Freitas, o Presidente estabeleceu um processo de garantia de lei e ordem determinando que os comandantes de área, como o CMO criassem um gabinete de crise e coordenasse o trabalho de todas as forças de segurança e demais órgãos relacionados. "O exército tem a função de reestabelecer a normalidade do abastecimento de combustíveis e outros insumos à população, como alimentos, remédios, nossa função é proporcionarmos a normalidade da vida em sociedade", destaca.
O General destaca ainda que o decreto estabelece garantia da lei e ordem até 4 de junho, mas a data pode ser prorrogada caso a greve se estenda. O Exército não sofre de desabastecimento de combustíveis e alimentos, pois tem estoque para ara muito tempo.
Intervenção militar
Na tarde do último sábado (26), um grupo de manifestantes fizeram protesto em frente ao Comando Militar do Oeste. A manifestação foi pacífica com buzinaços de motoristas que pediam a intervenção militar do Exército.
No Estado a Polícia Federal e o Exército já escoltaram diversos caminhões-tanques de combustível das distribuidoras para abastecer os postos da Capital e algumas cidades do interior como Corumbá.
Conforme o General Freitas a população está carente de lideranças, identificando o exército como instituição nacional que oferece resultados para resolver o problema dos protestos. "Nós podemos auxiliar dentro de nossa atribuição legal e dentro do que é estabelecido na Constituição Federal. Estamos há quatro meses das eleições, a única forma de resolvermos qualquer insatisfação é por meio do voto nas urnas", finaliza.
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