Bruno Mendes de Oliveira, 29 anos, vai a júri popular pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. A sentença foi dada na quarta-feira (23), pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, após audiência de instrução e julgamento.
Mendes confessou ter assassinado a ex-companheira, Katiuce Arguelho dos Santos, 31 anos, em 22 de janeiro deste ano, no bairro Santa Emília. O acusado foi interrogado nesta semana e disse ter matado por ciúmes. “Eu amava ela e os filhos dela”, afirmou. A vítima era mãe de seis filhos, os dois mais velhos do primeiro casamento e os demais do segundo relacionamento.
Ao todo, foram ouvidas sete testemunhas de acusação: dois vizinhos, três filhos menores de 18 anos, uma sobrinha da vítima e a mãe de Katiuce. A família da vítima relatou em seus depoimentos que no começo do namoro Bruno era calmo, mas no decorrer do relacionamento de aproximadamente dois anos ele se mostrou um homem bastante ciumento e possessivo.
Término do relacionamento
Os familiares relataram que, dias antes do assassinato, Katiuce estava com um hematoma roxo no braço e chegou a confessar que teria sido feito pelo réu. Ainda segundo a família, o casal teria rompido o relacionamento há cerca de um mês antes do ocorrido e Katiuce teria se mudado para uma casa próxima a da mãe. Mas, nesse período, ela continuava se encontrando com o réu e até mesmo pernoitando na casa onde ele residia com um dos filhos dela.
Em seu interrogatório, Oliveira negou que teria terminado o relacionamento com Katiuce. Admitiu que houve um breve rompimento entre eles, quando Katiuce se mudou da casa, mas que eles continuavam namorando e ela frequentava sua casa.
O Crime
Naquele dia, ele contou que, como de costume, a vítima chegou do serviço e passou em sua casa e, em determinado momento, discutiram. Indagado sobre o motivo da discussão, ele disse que era por conta dele ter sido dispensado do serviço. Na sequência, afirmou que Katiuce confessou então que estava "ficando" com seu ex-marido e tinha chegado a dormir na casa dele. Foi então que, nesse momento, tomado de fúria, pegou um facão que estava em cima da geladeira e golpeou a vítima.
Depois disso, ele deixou a faca em cima da geladeira e saiu desesperado andando e permaneceu num matagal por aproximadamente seis dias. Em seu interrogatório, negou que fizesse ameaças de morte à vítima e sustentou que nunca a havia agredido anteriormente.
O juiz manteve Bruno preso preventivamente e o júri popular deve ser marcado nos próximos dias.
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