Uma equipe da Interpol, incluindo especialistas em terrorismo, foi implantada no Brasil para reforçar a segurança dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos ao lado de agentes de 55 países, indicou nesta quarta-feira a organização de cooperação policial internacional.
Esta equipa IMEST (Interpol Major Events Support Team), com base no Centro de Cooperação da Polícia em Brasília, não só terá acesso direto e imediato a bancos de dados da organização, mas poderá trocar mensagens urgentes e outras informações (impressões digitais, fotografias, DNA, registros de pessoas procuradas) dos seus 190 países membros, explica a Interpol em um comunicado.
O IMEST coopera com 255 policiais de 55 países. Seus bancos de dados contêm, em especial, informações sobre “mais de 7.700 combatentes terroristas estrangeiros”.
Para garantir a segurança nas entradas do país, o Brasil realiza em média cerca de um milhão de controles diários em suas fronteiras através da base de dados SLTD (Stolen and Lost Travel Documents) que lista cerca de 60 milhões de passaportes perdidos ou roubados, e o banco de dados de pessoas procuradas, diz a Interpol, sediada em Lyon.
“Graças à rede internacional da Interpol, as autoridades brasileiras expandiram seu perímetro de segurança além de suas fronteiras”, observa seu secretário-geral, Jurgen Stock, no comunicado.
“Ninguém pode prever de onde partirá a próxima ameaça de atentado, razão pela qual a cooperação internacional é essencial”, acrescentou.
O ministro brasileiro da Defesa, Raul Jungmann, reconheceu recentemente que o calcanhar de Aquiles do país estava nos 17.000 km de fronteiras que compartilha com dez países.
Cerca de 11.000 atletas e cerca de 500.000 turistas são esperados no Brasil durante os Jogos Olímpicos, que começam sexta-feira.
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