Diagnosticada com fibrose cística [doença congênita, crônica, degenerativa e sem cura] aos 6 anos, Tainara Linck dos Santos, que hoje tem 24 anos, enfrenta uma luta diária até conseguir o transplante de pulmão. A jovem é de Campo Grande e desde o dia 12 de setembro está em São Paulo, à espera de um novo órgão.
A Tai, como é chamada pelos amigos, nasceu em 1994 e com apenas 13 dias de vida, teve as primeiras manifestações da doença. “Eu apresentava todos os sintomas como diarréia, desnutrição e tosse crônica. Ficava 15 dias internada e sete em casa”, lembrou.
Na época, não era incluso no “teste do pezinho”, o diagnóstico de fibrose cística como é nos dias atuais, que possibilita aos pais começarem com o tratamento adequado e menos sofrimento a seus filhos. Até os seis anos, os médicos tratavam os sintomas como pneumonia ou bronquite, foi quando ela fez exames e foi diagnosticada com a doença. “Desde quando saiu o diagnóstico, comecei a tomar os remédios e não precisei mais internar”, disse.
Dos seis aos 22 anos, Tainara seguiu a vida normal, tomando os remédios até que, em julho de 2017, a doença começou a apresentar complicações. “De julho do ano passado até agora passo de 14 a 21 dias no hospital e uma semana em casa”, contou.
Transplante
Nesse período, a função pulmonar de Tainara caiu e agora opera com apenas 15%. Em setembro, Tai conseguiu entrar na fila de transplante pulmonar, foi quando mudou-se para São Paulo. No dia 17 de setembro, Tainara teve piora, precisou ser internada e ficou dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela saiu da UTI na no dia 27 de setembro e, até então, está em observação na enfermaria do Hospital Municipal Vila Santa Catarina.
Devido a piora, Tai recebeu prioridade na fila de transplante. Segundo os médicos, a demora para pacientes priorizados é de uma semana a um mês de espera. Tainara falou que, após o transplante, vai precisar ficar pelo menos um mês em observação e mais quatro na fisioterapia de reabilitação.
A mãe da jovem a acompanha, mas não pode dormir no hospital, por isso, precisa pagar por hospedagem. Além disso, Tai precisou comprar dois aparelhos concentradores, o portátil e o que ela fica quando está parada, que custaram R$ 21,900.
Vaquinha
Tai agora precisa de ajuda para manter-se em São Paulo até o fim do tratamento e pagar os aparelhos. Uma de suas amigas tomou a iniciativa de criar uma "vaquinha on line". O objetivo é arrecadar R$ 15 mil. Até o momento, pouco mais de 20% do valor total foi arrecadado. Tai também pede para quem quiser doar qualquer valor, faça direto em sua conta.
Vaquinha on line: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-tata-tainara-linck-dos-santos
Conta bancária:
Banco do Brasil
Agência: 7114-5 conta: 7958-8
*Obs: para transações bancárias, Tai disse que alguns bancos pedem o CPF e disponibiliza o número: 310.390.778-89
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A jovem contou ao JD1 NotÃcias um pouco da sua luta desde de quando foi diagnosticada com a doença (Reprodução/Arquivo Pessoal)



