Com dezenas de reinvindicações de mães de alunos com necessidades educacionais específicas da Rede Municipal de Ensino, após manifestação na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (23), a prefeita Adriane Lopes afirmou que a partir de amanhã convocará professores para atendimento dessas crianças.
Conforme reclamação das mães, muitas crianças estão sem auxiliar de educação especializado que atenda a Lei n. 5.793, de 3 de janeiro de 2017, enquanto os que possuem esse atendimento sofrem com trocas frequentes. "A maioria das crianças estão sem poder ir para escola. Ano passado meu filho trocou de professor quatro vezes em menos de dois meses e cada vez que ele se adaptava tinha uma troca, o que o deixava bastante nervoso e resultou na regressão dele", relatou Fabíola Pinheiro da Silva, mãe de uma criança de 9 anos com necessidades especiais.
Durante manifestação das mães na Câmara, Adriane Lopes entrou em contato com o presidente da Casa, vereador Carlão, alegando que a situação seria resolvida e que nesta quarta-feira (23), novos professores serão convocados para auxiliar os alunos com necessidades educacionais.
Fabíola Pinheiro da Silva“Meu filho perdeu o ano inteirinho o ano passado por conta da escola, agora está em uma nova unidade, mas sem professor, ele volta sem nada no caderno, ele vai para ficar desenhando e não é isso que queremos”, finalizou Fabíola.
Uma professora da Rede Estadual e mãe de uma criança com síndrome de down e TEA, também esteve na Câmara solicitando ações da prefeitura. “Para minha filha poder ter auxiliar educacional, tive que mudá-la de escola, onde ela está sendo atendida, ela está com uma profissional que faz ela socializar, mas agora veio a notícia de que a servidora vai sair dia 31 de maio, e não sei se a outra pessoa dará continuidade ao trabalho. Essa questão do contrato ser interrompido no meio do ano tinha que ser revista”, pediu.
Já a dona de casa, Ariane Valensuela, mãe de uma criança autista de 5 anos, conta que o filho trocou de professor cinco vezes neste ano. “Eles poderiam colocar o professor por um período maior, porque a criança autista sempre que troca de rotina, tem crise, e começa do zero, eles estão colocando profissionais que não estão preparados para cuidar dos nossos filhos, fora as outras mães que não estão assistidas”, completou.
O JD1 Notícias entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação para obter informações acerca dos novos profissionais e foi informado que atualmente, existem mais de mil profissionais atendendo alunos da educação especial. "A secretaria municipal de educação está realizando a lotação de assistentes educacionais inclusivos, e a partir desta quarta-feira (24), serão feitas novas lotações nas unidades escolares".
Ainda conforme a secretaria, as chamadas de Assistentes Educacionais Inclusivos (AEIs) continuarão acontecendo no decorrer do ano letivo.
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Mães se reúnem na Câmara Municipal de Campo Grande para solicitar convocação de professores na Capital (Sarah Chaves/JD1)



