Mães, familiares e responsáveis de crianças com necessidades especiais e organizações amanheceram nesta segunda-feira (4), em frente à Prefeitura de Campo Grande, cobrando o cumprimento de liminar e entrega de insumos essenciais no Centro Especializado Municipal Pres Janio Quadros (CEM).
A monitora de alunos, Márcia Alves, contou da dificuldade que tem passado, recebendo um salário mínimo para cuidar da filha, Mariana Alvez Batista de 14 anos que tem paralisia cerebral. “Minha filha usa fralda geriátrica, e não estão entregando no CEM, e quando entregam só tem a opção P, e as vezes é aquela que não segura muito, ela tem 60kg, mês passado pegamos uma fralda P, e passei para outra menina que usava essa numeração e eu repus o valor com dinheiro para comprar G. Quando a gente entra na Justiça demora um tempão para conseguir um valor, então a gente vive nessa luta”.
“Vivemos com salário mínimo e com o benefício para sobreviver, comprar alimento, comprar fralda, medicamentos que custam cerca de R$ 300 reais, eu ainda consegui, depois de entrar na Justiça, que ela recebesse o auxílio, porque eles não queriam dar, alegando que eu recebo um salário mínimo”, contou a mãe que tenta um diálogo com o poder público, pois do seu salário já são descontados o valor da cirurgia que conseguiu para a filha pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) e a fisioterapia, já que perdeu o benefício na APAE por conta da idade de Mariana.
Falta de fórmula
Lili Daiane Cruz Ricaldi é autônoma, única forma que encontrou para conseguir dinheiro e cuidar do filho de 8 anos que tem uma doença congênita, conhecida como espinha bífida. "O que mais prejudica a saúde dele é a falta de fornecimento da fórmula específica que ele toma que e como remédio e fibra alimentar, além de outros insumos, pois ele tem um problema grave instestinal e o setor de dispensação é no CEM, e está vazio não tem nada", afirmou Lili que conseguiu na Justiça uma liminar para que os produtos de necessidades especiais do filho fossem entregues, no entanto, eles ainda não foram providos.
Ao JD1 Notícias, a Secretaria Municipal de Saúde informou que está ciente dos casos e "busca celeridade na resolução". "Atualmente, há processos de compra de insumos em aberto para atendimento desses pacientes que têm o atendimento garantido através de demandas judiciais que estão entre as prioridades da Prefeitura, ciente das dificuldades que parte dessas famílias passam para assegurar qualidade de vida aos pacientes".
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Márcia Alves e a filha, Mariana Alvez Batista de 14 anos (Adriano Miguel)



