Em novembro de 2016, na segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, foram vacinados 9.341.401 bovinos e bubalinos, o que corresponde a 99,47% do rebanho envolvido nessa etapa (9.390.820 milhões). Desde 2006, Mato Grosso do Sul não registra focos do vírus da febre aftosa, e desde 2008 o Estado, que possui 20.379.329 cabeças de gado bovino, mantém o status de livre da doença.
Na segunda etapa foi obrigatória a vacinação de bovinos e bubalinos até 24 meses nas regiões do planalto e fronteira. A alta adesão dos produtores é resultado de intenso trabalho de divulgação, educação sanitária e fiscalização, ações conjuntas que fazem parte do escopo de trabalho da agência de defesa. Além do incondicional apoio dos produtores rurais e instituições envolvidas, que confiam na iniciativa para manter seus rebanhos livres da febre aftosa.
“Desde o início dessa gestão, é nosso compromisso um trabalho em conjunto com as entidades parceiras, e isso é fundamental para o agronegócio em geral. Vários países nos olham como potenciais exportadores de carne bovina e por isso realizamos nosso trabalho para que possamos manter nosso status de livre de febre aftosa e conquistar esses mercados consumidores”, destacou Luciano Chiochetta, diretor presidente da Iagro.
Mato Grosso do Sul, a cada ano, tem melhorado seu número, atingindo índices acima dos 99%. Resultado do trabalho de campo, nesta campanha, os servidores chegaram a visitar mais de 2 mil propriedades rurais chamadas de grupo de risco, como áreas indígenas e assentamentos, para realizar a modalidade de vacinação acompanhada, assistida e ou fiscalizada. Os resultados alcançados são estudados e discutidos ao término de cada etapa pelo grupo de trabalho. “Nos municípios onde os índices ficam abaixo de 99% , iniciativas são projetadas para que esse número melhore, para chegarmos ao ponto de garantir 100% de cobertura no Estado” informa o diretor.
Mercado mundial
Em janeiro de 2017, o governo federal deu início a rodadas de discussões em todo o Brasil a fim de finalizar a revisão do plano de retirada da vacinação contra a febre aftosa. Segundo Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e presidente da Comissão Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para as Américas, a etapa de revisão técnica foi concluída após um ano de trabalho.
“Mercados importantes ainda têm restrições a países que vacinam, pois entendem que se a imunização é feita é porque existem focos da doença”, reforça Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
“A decisão de continuar ou descontinuar com a vacinação contra a aftosa é uma decisão que tem que ser avaliada sobre diferentes parâmetros. O Panaftosa estabeleceu um grupo de trabalho e teremos guias que se colocaram à disposição no Estado e também nos países, para dar suporte a esta decisão. É, na verdade, uma decisão política, mas que tem que ter um fundamento técnico-científico como um todo. Não somente de sua base de situação interna, mas também da situação de fora do Brasil, pelos países limítrofes e toda a situação regional. É uma complexidade, porque tem o sucesso que pelos anos vem sendo alcançado pelo Brasil e que outros países almejam.
O Brasil é um dos primeiros entre os exportadores de carne. Países como Paraguai avançaram, superou até a Argentina, um mercado muito importante, economicamente. Por tudo isso, retirar a obrigatoriedade da vacina tem que ser um processo muito bem fundamentado e combinado internamente no País, mas também com outros países, como os limítrofres”, lembra Ottorino Cosivi, diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa – Panaftosa, que esteve em Campo Grande participando de evento promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária – CRMV/MS.
E prosseguiu afirmando que “a situação regional é muito positiva, não temos dúvida, temos muita confiança”, referindo-se a Mato Grosso do Sul e ao Brasil.
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