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‘Mulheres de poder’: comandando a 2ª maior cidade de MS, Délia Razuk pede coragem às mulheres

Em entrevista ao JD1 Notícias, Délia Razuk destaca que "a mulher não quer ser melhor, só quer ser igual"

09 março 2017 - 12h04João Gabriel Vilalba

Aos 61 anos de vida, e formada Bacheral em Pedagogia, Délia Godoy Razuk, relata que as palavras “coragem” e “persistência” faz parte do seu nome e sobrenome. Natural de Ponta Porã, onde estudou e iniciou o gosto pela política, Délia comenta na quarta entrevista da séria 'Mulheres de Poder' do JD1 Notícias a sua batalha para entrar na política do Estado e conquistar a cadeira do segundo maior município de Mato Grosso do Sul.

 Délia conta que após os estudos estava atenta na militância política que acontecia no Estado de Mato Grosso do Sul, e quando pintou a primeira oportunidade se mudou para Dourados em busca de alcançar voos maiores. Apenas em 2008, Razuk teve a sua primeira oportunidade na vida pública, onde começou a aparecer às dificuldades em sua vida pessoal. “Como toda mãe, dona de casa e esposa, você tem que batalhar para se adaptar, não foi nada fácil no início”, relatou.

Há pouco mais de três meses no cargo máximo da prefeitura municipal, ela relatou a importância da mulher ser sempre persistente na hora de conquistar os seus objetivos. Confira o restante da entrevista abaixo. 

JD1-Como foi o início da sua carreira política? O que inspirou e motivou?

Délia Razuk- Eu não sei em qual momento que entrei na vida publica, acredito que foi no período em que participava do grêmio estudantil no Colégio São José, em Ponta Porã. Desde a minha juventude já tinha o desejo de construir algo para a comunidade, por exemplo, na época do grêmio estudantil  no colégio São José promovemos ações para a construção do auditório.

JD1- Em Mato Grosso do Sul, você é uma das poucas prefeitas em exercício no cargo. Como você vê o crescimento das mulheres em cargos de liderança?

Délia Razuk- Vejo isso como uma mudança profunda em nossa sociedade. Hoje em Dourados, por exemplo, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário são comandados por mulheres. Isto é resultado já da mudança no núcleo familiar, na sociedade. Mas também as mulheres chegam cada dia mais longe não exclusivamente pelo apoio, mas talvez pelo reconhecimento de sua competência, seriedade e confiança conquistado com muito trabalho, esforço e estudo.

JD1- Você avalia que faltam mais oportunidades ou políticas publicas para as mulheres?

Délia Razuk- Creio que hoje as mulheres precisem de mais "coragem" para ocupar seu espaço na vida pública, e quando falo de coragem, digo no sentido de intensificar ainda mais a luta para derrubar essas barreiras culturais, e efetivamente tomar para si o seu lugar de direito. Como aconteceu nas engenharias, na medicina ou no canteiro de obras, as mulheres vêm e vão tomando "coragem" de vencer os limites e ocupar seu espaço de direito.

JD1- Qual é o seu sonho para a mulher brasileira?

Délia Razuk- Que a mulher seja plenamente respeitada. Só isso, respeitada. Porque acho que quando houver igualdade entre gêneros, raças, credos, ou qualquer outra denominação, haverá plenamente a justiça em todos os sentidos. A mulher não quer ser melhor, só quer ser igual.

JD1- O que você gostaria de falar para as mulheres que estão nesse exato momento batalhando para conquistar seu espaço? Qual recado passaria para elas?

Délia Razuk- Não desista nunca! Eu sei que é difícil, muitas vezes a gente tem vontade de desistir no meio do caminho, mas não desistam nunca! E mais uma vez, tenham coragem, hoje vocês não estão sozinhas!

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