Aos 61 anos de vida, e formada Bacheral em Pedagogia, Délia Godoy Razuk, relata que as palavras “coragem” e “persistência” faz parte do seu nome e sobrenome. Natural de Ponta Porã, onde estudou e iniciou o gosto pela política, Délia comenta na quarta entrevista da séria 'Mulheres de Poder' do JD1 Notícias a sua batalha para entrar na política do Estado e conquistar a cadeira do segundo maior município de Mato Grosso do Sul.
Délia conta que após os estudos estava atenta na militância política que acontecia no Estado de Mato Grosso do Sul, e quando pintou a primeira oportunidade se mudou para Dourados em busca de alcançar voos maiores. Apenas em 2008, Razuk teve a sua primeira oportunidade na vida pública, onde começou a aparecer às dificuldades em sua vida pessoal. “Como toda mãe, dona de casa e esposa, você tem que batalhar para se adaptar, não foi nada fácil no início”, relatou.
Há pouco mais de três meses no cargo máximo da prefeitura municipal, ela relatou a importância da mulher ser sempre persistente na hora de conquistar os seus objetivos. Confira o restante da entrevista abaixo.
JD1-Como foi o início da sua carreira política? O que inspirou e motivou?
Délia Razuk- Eu não sei em qual momento que entrei na vida publica, acredito que foi no período em que participava do grêmio estudantil no Colégio São José, em Ponta Porã. Desde a minha juventude já tinha o desejo de construir algo para a comunidade, por exemplo, na época do grêmio estudantil no colégio São José promovemos ações para a construção do auditório.
JD1- Em Mato Grosso do Sul, você é uma das poucas prefeitas em exercício no cargo. Como você vê o crescimento das mulheres em cargos de liderança?
Délia Razuk- Vejo isso como uma mudança profunda em nossa sociedade. Hoje em Dourados, por exemplo, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário são comandados por mulheres. Isto é resultado já da mudança no núcleo familiar, na sociedade. Mas também as mulheres chegam cada dia mais longe não exclusivamente pelo apoio, mas talvez pelo reconhecimento de sua competência, seriedade e confiança conquistado com muito trabalho, esforço e estudo.
JD1- Você avalia que faltam mais oportunidades ou políticas publicas para as mulheres?
Délia Razuk- Creio que hoje as mulheres precisem de mais "coragem" para ocupar seu espaço na vida pública, e quando falo de coragem, digo no sentido de intensificar ainda mais a luta para derrubar essas barreiras culturais, e efetivamente tomar para si o seu lugar de direito. Como aconteceu nas engenharias, na medicina ou no canteiro de obras, as mulheres vêm e vão tomando "coragem" de vencer os limites e ocupar seu espaço de direito.
JD1- Qual é o seu sonho para a mulher brasileira?
Délia Razuk- Que a mulher seja plenamente respeitada. Só isso, respeitada. Porque acho que quando houver igualdade entre gêneros, raças, credos, ou qualquer outra denominação, haverá plenamente a justiça em todos os sentidos. A mulher não quer ser melhor, só quer ser igual.
JD1- O que você gostaria de falar para as mulheres que estão nesse exato momento batalhando para conquistar seu espaço? Qual recado passaria para elas?
Délia Razuk- Não desista nunca! Eu sei que é difícil, muitas vezes a gente tem vontade de desistir no meio do caminho, mas não desistam nunca! E mais uma vez, tenham coragem, hoje vocês não estão sozinhas!
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