Menu
Menu
Busca quarta, 15 de abril de 2026
Sebrae IA #2 Abr26
Geral

No espaço, fogo queima em forma de bolha e chamas podem ficar invisíveis

06 dezembro 2013 - 12h06Via Terra
Uma das grandes preocupações de astronautas é prevenir e combater incêndios. E o trabalho de bombeiro é diferente do que ocorre na Terra, já que, em microgravidade, as chamas se comportam de uma maneira diferente - e imprevisível.

Conforme os gases quentes sobem, eles criam correntes de ar que levam mais oxigênio e "levantam" a chama, o que causa a sua forma de lágrima. Contudo, na microgravidade o conceito de "em cima" e "embaixo" não existe - ou seja, os gases quentes se expandem para todos os lados. O resultado é uma chama com forma de bolha.

Na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a ventilação "substituiu" o movimento natural do ar e, em conjunto com a baixa gravidade, faz com que, em caso de incêndio, as chamas se espalhem para todos os lados.?

"A combustão em microgravidade é um problema muito difícil, e há muitos engenheiros e cientistas que trabalham para entendê-la melhor", diz Gary A. Ruff, engenheiro aeroespacial do Centro de Pesquisa Glenn, em Ohio, Estados Unidos.

Todos os materiais que vão para o espaço passam antes por um teste em uma câmara. Contudo, alguns itens são muito importantes e, mesmo sendo inflamáveis, são enviados para fora do planeta.

Outro desafio é detectar um incêndio. Como no espaço a fumaça não "sobe", os detectores são posicionados nas saídas de ventilação, para onde a fumaça deve seguir.

Fogo no espaço
A ISS nunca experimentou um incêndio. Contudo, em 1997, um gerador de oxigênio da estação russa Mir pegou fogo. Testes feitos na época mostraram que as chamas acabaram quando o oxigênio chegou ao fim. O fogo não causou maiores danos aos astronautas e a estação "sobreviveu" até 2001. Contudo, o incêndio serviu de experiência para os homens do espaço.?

Na ISS, no caso de fogo, os próprios astronautas trabalham como bombeiros e seguem três passos. Primeiro: desligar o sistema de ventilação para diminuir a velocidade com que as chamas se propagam. Dois: desligar a energia da unidade afetada. Terceiro: apagar as chamas com extintores.

Estudo
A ISS contem um minilaboratório para estudar como o fogo se comporta no espaço - chamado de Experimento de Extinção de Chamas (Flex, na sigla em inglês). Desde 2009, já foram feitos centenas de experimentos.

Em um dos experimentos, os astronautas queimaram gotas de combustível que flutuavam dentro do Flex. O resultado não era esperado pelos cientistas.

A chama desapareceu na frente dos astronautas, mas os instrumentos mostravam que o fogo não parou. Esse fenômeno é chamado de "chama fria": a temperatura do fogo pode cair o suficiente, sem que este seja extinto, para que a chama fique invisível aos olhos humanos.

O resultado, afirmam os cientistas, tem implicações na Terra. A indústria automobilística já está de olho no Flex e em suas chamas frias para desenvolver motores mais eficientes e menos poluentes para os carros.

Reportar Erro
UNIMED Corrida - Abr26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'
Pais de Silas durante o julgamento - Foto: Vinícius Santos / JD1
Justiça
Família pede Justiça em júri de acusado pela morte de Aysla e Silas em Campo Grande
Foto: Ilustrativa / Vassoura
Polícia
Homem procura a Polícia após levar surra da companheira com cabo de vassoura na Capital
Caso foi registrado na Depac Cepol, em Campo Grande
Polícia
Mulher é enganada por falso servidor do INSS e sofre golpe com empréstimo em Campo Grande
Viatura Polícia Militar
Polícia
PM salva bebê em parada cardiorrespiratória em meio ao desespero dos pais em Campo Grande
Ataque teria acontecido dias antes; óbito foi confirmado nesta terça-feira (14).
Geral
No dia do aniversário, bebê de um ano morre após ataque de galo na fronteira
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões nesta terça-feira
Geral
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões nesta terça-feira
Anderson com a equipe
Geral
Após 16 anos de espera, policial civil realiza transplante e ganha "nova vida"
Vítima foi atendida no UPA Universitário
Saúde
'Avanço', diz Ministério Público sobre o fornecimento de comida nas UPAs e CRSs
SISFRON - Foto: Exército Brasileiro
Política
CPI do Crime Organizado expõe falhas no sistema de monitoramento das fronteiras

Mais Lidas

Ilustrativa / Foto: Marcus Phillipe
Oportunidade
Precisa tirar documentos? Mutirão em Campo Grande vai emitir RG, CPF e certidões de graça
Elly acabou sendo atropelada pelo próprio veículo
Polícia
Arquiteta morre após cair de carro e ser atropelada na BR-163
'Senhor, sua guerreira já está de pé", postou arquiteta antes de acidente fatal na BR-163
Geral
'Senhor, sua guerreira já está de pé", postou arquiteta antes de acidente fatal na BR-163
UPA Leblon, em Campo Grande
Saúde
Conselho flagra que acompanhantes de UPAs e CRSs não recebem alimentação em Campo Grande