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Obras de reestruturação das enchentes vão custar R$ 20 milhões

10 julho 2010 - 02h16

No início da semana, a Prefeitura de Campo Grande efetivou contrato no valor de R$ 13,5 milhões para obras de contenção a enchentes, como as que ocorreram em dezembro passado e fevereiro deste ano. Os locais atendidos são a Avenida Mato Grosso, esquina com a Via Parque e na Afonso Pena, próximo ao Shopping Campo Grande.

Os estragos atingiram também a Avenida Ceará, nas imediações da Rua 15 de Novembro, atingindo ainda parte da Avenida Ricardo Brandão. Os recursos repassados pela União fazem parte do plano de recuperação de enchentes ocasionadas em todo o País e devem totalizar R$ 20 milhões. A publicação dos contratos fechados com os prestadores de serviços já foi divulgada no Diário Oficial do Município.

Em dezembro, a enxurrada abriu uma cratera na Rua Ceará, próximo a rua 15 de Novembro, e em fevereiro, a chuva destruiu a Praça das Águas (localizada na Afonso Pena), retalhou o asfalto em parte da avenida Ricardo Brandão e deixou condutores ilhados na Via Parque. Os estragos foram causados pelo transbordamento na bacia do córrego Prosa.

Histórico

Passada a fase em que a preocupação maior era garantir a estabilidade da área no entorno da cratera, a obra na Rua Ceará concentra-se agora no Córrego Prosa, onde os trabalhadores estão montando a galeria celular com concreto pré-moldado, que será encaixada no tubo metálico (armco). Esta medida resolve o problema hidráulico, dando saída e vazão ao córrego. O projeto viário, que prevê a construção de quatro alças está em fase final de elaboração.

"Após a fabricação das placas, iniciamos a moldagem delas entre a galeria e a tubulação armca. Esse bloco de transição é feito de concreto. Depois disto, vamos fazer a montagem e colocar o aterro, a recomposição da pavimentação bem como a construção das alças, que são a novidade do projeto. Enquanto as alças são fabricadas, nós vamos concretar os blocos para colocação da tubulação metálica", detalhou o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antonio De Marco.

O problema

A queda do aterro foi causada pela infiltração da água da chuva na laje que o sustentava, no dia 27 de dezembro. A área desabada tem cerca de 15 metros e resultou ainda em um efeito cascata, obstruindo um duto que passa embaixo da via, represando a água e resultando no rompimento da rede de esgoto.

Vistoria

Na semana passada, o prefeito Nelson Trad Filho vistoriou a obra que integra o projeto de contenção pelos danos provocados no dia 27 de fevereiro, do qual fazem parte também a rua Ceará, avenida Ricardo Brandão e imediações. "Vamos fazer todo o quadrilátero central, que teve as ruas muito danificadas pelas enchentes. Além do aspecto paisagístico, a obra dará qualidade ao sistema viário, uma vez que melhora o trânsito de veículos", considerou o prefeito.

 

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