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Operação da Lava Jato investiga pagamento de propinas de US$ 31 milhões

Esquema corrupto atuava na área de trading da Petrobras

05 dezembro 2018 - 14h19Da redação com Agência Brasil

Batizada de Sem Limites, a 57ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Federal (PF), investiga o pagamento de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para operadores e então funcionários da Petrobras, entre os anos de 2009 a 2014.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), essas propinas foram pagas por “grandes empresas do mercado de petróleo e derivados, que são conhecidas como tradings”.

Entre as empresas, estão a Vitol, Trafigura e Glencore. De acordo com as investigações, há suspeita de que, entre 2011 e 2014, elas fizeram pagamentos de propinas nos valores de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, respectivamente, “relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem”.

“As provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propina a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência”, diz o MPF.

As tradings investigadas comercializam de modo maciço e recorrente com a Petrobras, no mercado internacional. “Somente a Trafigura, entre 2004 e 2015, realizou cerca de 966 operações comerciais com a Petrobras, as quais totalizaram o valor de aproximado de US$ 8,7 bilhões”, diz o MPF.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa ressalta que “trata-se de esquema criminoso praticado ao longo de anos, com envolvimento de empresas gigantes de atuação internacional, parte delas com faturamento maior que o da própria Petrobras”.

A Agência Brasil tentou contato, sem sucesso, com a Vitol, Trafigura e Glencore. A Petrobras divulgou nota na qual diz que tem colaborado com as investigações da Lava Jato e que é a maior interessada nos escalrecimentos dos fatos.

"A Petrobras colabora com as autoridades que conduzem a Operação Lava Jato e é reconhecida pelo próprio Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal como vítima dos crimes desvendados. É a maior interessada, portanto, em ver todos os fatos esclarecidos. A companhia seguirá adotando as medidas necessárias para obter a devida reparação dos danos que lhe foram causados."

Athus Ingles

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