Na noite de quinta-feira (19), quatro pessoas envolvidas com o tráfico de drogas na região de Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai foram presas pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira). O grupo preparava uma carreta roubada para entregar 1,6 tonelada de maconha no Rio Grande do Sul. O entorpecente era transportado em meio à carga de lixo reciclável.
Cássio Traesel, de 32 anos, Maurício Moura Vieira, 38, Sílvio de Lima, 45, e Roque Escobar, 47, foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação de veículo roubado. Os quatro foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, onde estão à disposição da Justiça.
Conforme apurado pelo site Douranews, durante patrulhamento pela rodovia MS-386, os policiais abordaram Maurício, que estava estacionado próximo a uma indústria alimentícia. Quando os agentes se aproximaram, perceberam o nervosismo do homem e logo encontraram a droga escondida em meio ao lixo.
Interrogado, disse que foi contratado por Cássio, para conduzir a carreta de Ponta Porã, onde pegou em um posto de combustíveis no dia 11, até Campo Grande. Na Capital, carregou com produtos recicláveis e depois retornou a Aral Moreira para buscar certa quantidade de maconha. O destino final seria Canos (RS) e, pelo serviço, receberia R$ 5 mil.
Tudo era tratado por Cássio, junto com Roque e Sílivo, que estavam em veículo Astra na região e fariam o serviço de batedores. As negociações eram feitas via WhatsApp e os policiais conseguiram visualizar mensagens que comprovavam o esquema. O DOF então acionou outra equipe para buscar pelos demais suspeitos.
Silvio e Roque foram flagrados em um posto. No carro deles havia três câmaras de pneus de caminhão e, coincidentemente, o veículo conduzido por Maurício estava com problema nas rodas. Eles tentaram despistar os policiais com informações contraditórias, mas acabaram presos.
Enquanto os policiais faziam as últimas averiguações no veículo, Cássio chegou ao local em uma camionete com outro homem que foi contratado somente para fazer os serviços de borracharia no veículo, razão pela qual foi liberado. Cássio disse que não sabia do crime e que apenas acompanharia Maurício na viagem, mas as mensagens trocadas por celular provavam o contrário.
Ao longo do transporte até à unidade policial, o veículo apresentou problemas nos pneus, oportunidade em que foi descoberto se tratar de produto de roubo no município de Gravataí (RS). Roque, por sua vez, usava documentos falsos já que era procurado pela 1ª Vara da Justiça Criminal de Ponta Porã.
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