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Por atitude homofóbica, cabeleireiro é brutalmente espancado em praça pública

Vítima já recebeu alta e está em casa sob cuidados médicos

14 janeiro 2017 - 14h44

Caio Lopes, 27, foi brutalmente espancado por dois agressores na Praça Senador Ramez Tebet, na última terça-feira (10), no município de Três Lagoas. Segundo o site Capital News, o rapaz é homossexual e se despedia de amigos no momento do crime.

De acordo com a reportagem, o crime aconteceu as 5h, quando Caio se despedia de amigos e foi usar o banheiro. Neste momento, os agressores se aproximaram como forma de assalto e o agrediram brutalmente com pedaços de pau na cabeça, chutes, pedras e socos.

“Caio se fingiu de morto e ouviu os agressores que sairia do local morto”, comentou o presidente do Secretariado Estadual Diversidade Tucana de Mato Grosso do Sul, Hosilene de Araújo Lubacheski.

Ao Portal JD1, Lubacheski, disse que esteve na delegacia, e ouviu da boca dos agressores o por quê de tanta brutalidade. “Na delegacia eles me falaram que saíram de casa naquela noite para matar viado”, comentou.

Segundo a reportagem Caio foi socorrido por populares e encaminhado até uma Unidade de Pronto atendimento Comunitário. Devido a gravidade, foi transferido para o hospital Nossa Senhora Auxiliadora, onde recebeu 32 pontos na cabeça e precisou de uma cirurgia no nariz.

Na tarde desta sexta-feira, o Secretariado Estadual diversidade Tucana de Mato Grosso do sul, soltou uma nota a imprensa mostrando total repúdio pela agressão.

O Secretariado Estadual Diversidade Tucana de Mato Grosso do Sul, repudia de forma veemente a atitude homofóbica, e covarde de um grupo de pessoas da cidade de Três Lagoas – MS, frente à agressão física e moral ao cidadão Caio Lopes, nas proximidades da praça Senador Ramez Tebet.

A intolerância não pode ser permitida, práticas violentas e covardes precisam ser afastadas com ênfase e sem medo, da nossa convivência. Pela liberdade, pela justiça, pelos direitos humanos de/e para todos e todas.

Estima-se que a cada 28 horas, um homossexual morre de forma violenta no país. Hoje, se uma pessoa sofrer uma agressão física ou verbal, por ser homossexual, ela poderá ir a uma delegacia de polícia prestar queixa, mas não consegue registrar o caso como homofobia. Porque não existe esse crime na legislação brasileira e por isso casos de violência contra homossexuais recebem menos atenção do departamento de polícia.

Para a presidente do Secretariado, Hosilene de Araújo Lubacheski, fica claro que a atitude se configura em um crime de homofobia, a vítima é uma pessoa trabalhadora e gentil, que possui dois empregos formais de cabelereiro e sushiman. “Como cidadãos devemos combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza”.

A atitude de agressão em espaços públicos frequentado por pessoas LGBT prova que a população LGBT ainda não é aceita em vários espaços da sociedade brasileira e Sul-mato-grossense.

O Secretariado espera, que fatos como esse não se repitam, pois tudo isso se da em razão de um discurso que nega ou ameniza a presença do preconceito e da homofobia no país. O local do acontecimento é de grande fluxo e necessita de atenção e o monitoramento é necessário para coibir esse tipo de agressão.

 

Hosilene de Araújo Lubacheski

Diversidade Tucana MS

Campo Grande, Mato grosso do Sul, 13 de janeiro de 2017

 

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