Caio Lopes, 27, foi brutalmente espancado por dois agressores na Praça Senador Ramez Tebet, na última terça-feira (10), no município de Três Lagoas. Segundo o site Capital News, o rapaz é homossexual e se despedia de amigos no momento do crime.
De acordo com a reportagem, o crime aconteceu as 5h, quando Caio se despedia de amigos e foi usar o banheiro. Neste momento, os agressores se aproximaram como forma de assalto e o agrediram brutalmente com pedaços de pau na cabeça, chutes, pedras e socos.
“Caio se fingiu de morto e ouviu os agressores que sairia do local morto”, comentou o presidente do Secretariado Estadual Diversidade Tucana de Mato Grosso do Sul, Hosilene de Araújo Lubacheski.
Ao Portal JD1, Lubacheski, disse que esteve na delegacia, e ouviu da boca dos agressores o por quê de tanta brutalidade. “Na delegacia eles me falaram que saíram de casa naquela noite para matar viado”, comentou.
Segundo a reportagem Caio foi socorrido por populares e encaminhado até uma Unidade de Pronto atendimento Comunitário. Devido a gravidade, foi transferido para o hospital Nossa Senhora Auxiliadora, onde recebeu 32 pontos na cabeça e precisou de uma cirurgia no nariz.
Na tarde desta sexta-feira, o Secretariado Estadual diversidade Tucana de Mato Grosso do sul, soltou uma nota a imprensa mostrando total repúdio pela agressão.
O Secretariado Estadual Diversidade Tucana de Mato Grosso do Sul, repudia de forma veemente a atitude homofóbica, e covarde de um grupo de pessoas da cidade de Três Lagoas – MS, frente à agressão física e moral ao cidadão Caio Lopes, nas proximidades da praça Senador Ramez Tebet.
A intolerância não pode ser permitida, práticas violentas e covardes precisam ser afastadas com ênfase e sem medo, da nossa convivência. Pela liberdade, pela justiça, pelos direitos humanos de/e para todos e todas.
Estima-se que a cada 28 horas, um homossexual morre de forma violenta no país. Hoje, se uma pessoa sofrer uma agressão física ou verbal, por ser homossexual, ela poderá ir a uma delegacia de polícia prestar queixa, mas não consegue registrar o caso como homofobia. Porque não existe esse crime na legislação brasileira e por isso casos de violência contra homossexuais recebem menos atenção do departamento de polícia.
Para a presidente do Secretariado, Hosilene de Araújo Lubacheski, fica claro que a atitude se configura em um crime de homofobia, a vítima é uma pessoa trabalhadora e gentil, que possui dois empregos formais de cabelereiro e sushiman. “Como cidadãos devemos combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza”.
A atitude de agressão em espaços públicos frequentado por pessoas LGBT prova que a população LGBT ainda não é aceita em vários espaços da sociedade brasileira e Sul-mato-grossense.
O Secretariado espera, que fatos como esse não se repitam, pois tudo isso se da em razão de um discurso que nega ou ameniza a presença do preconceito e da homofobia no país. O local do acontecimento é de grande fluxo e necessita de atenção e o monitoramento é necessário para coibir esse tipo de agressão.
Hosilene de Araújo Lubacheski
Diversidade Tucana MS
Campo Grande, Mato grosso do Sul, 13 de janeiro de 2017
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Após bater em moto e fugir, motorista capota Fiat Palio e acaba detido em Coxim

Motociclista é socorrido em estado grave após ser atingido por carro em avenida de Dourados

Avanço da Rota Bioceânica impulsiona mercado imobiliário na Capital, afirma corretor

Homem fica ferido após levar garrafada ao intervir em briga de casal no Nova Lima

Organizador diz que atrasou show do Guns N' Roses para fãs chegarem ao local

Caravana da Castração encerra 1º ciclo com 20 mil animais atendidos em MS

Precisa tirar documentos? Mutirão em Campo Grande vai emitir RG, CPF e certidões de graça

'Caos e prejuízo', diz tenente da PM após não conseguir chegar ao show do Guns N' Roses

PF faz operação e mira grupo suspeito de tráfico internacional de drogas em MS

Caio teve que passar por cirurgia para recuperar nariz quebrado (Facebook/ Divulgação)



