O presidente da China, Xi Jinping, defendeu a globalização nesta sexta-feira (10) no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) pouco depois que seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, usasse a mesma bancada para exaltar a bilateralidade.
"Nas últimas décadas, a globalização econômica contribuiu significativamente ao crescimento mundial. E mais, se transformou em uma mudança histórica irreversível", disse Xi na reunião de chefes de Estado e de governo do APEC realizada em Da Nang, no centro do Vietnã.
O líder chinês defendeu uma globalização econômica mais aberta, inclusiva, equilibrada, justa e beneficente para todos.
Também advogou por uma maior integração comercial na região da Ásia e do Pacífico e reforçou sua aposta em um comércio global baseado no multilateralismo.
"Deveríamos apoiar uma visão multilateral do comércio que permita aos membros em desenvolvimento obter um maior benefício do comércio e do investimento", declarou.
Pouco antes e do mesmo palanque, Trump descartou acordos multilaterais como o que forma o APEC e o Tratado Transpacífico (TPP), do qual se retirou em janeiro, e defendeu tratados bilaterais que estabeleçam uma relação "justa e recíproca", com qualquer um que queira e cumpra as regras.
"Não entraremos em acordos grandes que nos mantenham de mãos atadas. Devemos assegurar que todo mundo cumpre as regras, o que agora nem todos fazem", opinou Trump.
O presidente americano atacou o multilateralismo do qual disse que os EUA foram vítimas por seguirem normas que outros países descumpriram, e garantiu que a partir de agora só buscará acordos "justos e recíprocos".
"Os EUA estão preparados para trabalhar com cada um dos líderes sentados hoje nesta sala para conseguir um comércio mutuamente benéfico que seja do interesse do seu país e do meu", disse Trump.
"Foram perdidas muitas oportunidades para o benefício mútuo porque há gente na qual não se pode confiar, que não segue as regras. Não podemos nem vamos mais permitir isso", acrescentou o governante americano.
Trump comentou que no passado os EUA abriram sua economia sem pôr condições, mas que esta atitude não foi correspondida, e denunciou que a Organização Mundial do Comércio admitiu o ingresso de países que não cumpriram as normas da instituição.
Também denunciou práticas como o "roubo em massa" de propriedade intelectual, o subsidio a empresas estatais que prejudicam empresas privadas americanas e os ataques que estas sofrem de atores estatais, que também não identificou, por meio de espionagem ou ciberataques.
O APEC, fundado em 1989, tem estipulado o objetivo de estabelecer uma zona de livre-comércio entre as 21 economias dos Estados-membros para o ano 2020.
Os membros deste bloco são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Taipé, Tailândia e Vietnã.
O APEC representa 59% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 49% do comércio global e forma um mercado de 2,85 bilhões de consumidores.
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