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Professor é condenado a 66 anos por estupro e morte de Kauan

Diversas provas deram embasamento para o juiz tomar a decisão

29 junho 2018 - 08h36Redação com informações do TJMS

Um crime bárbaro de abuso infantil teve desfecho nesta quinta-feira (28). O professor Deivid Almeida Lopes, 38 anos, acusado pelo estupro e morte seguida de esquartejamento do menino Kauan Andrade Soares dos Santos, 9 anos, foi condenado pela Justiça, a penas que somadas ultrapassam 66 anos.

A sentença  foi proferida pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande. Também foram apuradas denúncias de estupros e crimes praticados pelo professor contra outras vítimas.  

O estuprador foi condenado à pena total de 64 anos, 11 meses e 6 dias de reclusão, um ano e três meses de detenção, 15 dias de prisão simples e o pagamento de 32 dias-multa em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável e morte, por vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver, além de outros dois estupros de vulnerável, exploração sexual de adolescentes, armazenamento de material pornográfico envolvendo adolescente e importunação ofensiva. 

Provas 

O desaparecimento de Kauan completou um ano, as investigações e indícios apontavam para o professor. Duas vítimas de exploração sexual confirmaram que o professor era o autor do crime. O corpo do menino nunca foi encontrado. A condenação é estabelecida com base nestes depoimentos.

O juiz também utilizou como prova, uma série de laudos periciais. Entre eles, o laudo que demonstrou que o sangue encontrado num tapete na casa do professor era de uma pessoa do sexo masculino e, em confronto com o sangue da mãe e do irmão de Kaun, foi apontado que o material encontrado no tapete era do irmão da vítima e também, de alguém com o mesmo pai de seu irmão.

Após perícias também foi constatato sangue no piso e na cama do quarto do professor Deivid. O sangue seguia para a porta da sala e para a pia da cozinha, também com perfil genético do sexo masculino. 

No carro do professor também foi encontrado sangue no porta-malas e vestígios de sangue no travesseiro do autor e no colchão. Este sangue também era de uma pessoa do sexo masculino.

As provas não acabam por ai, o juiz ainda comprovou a prática do crime,  por meio de laudos de vestígios de sangue no facão, que teria sido utilizado no esquartejamento do corpo, encontrado na residência do estuprador, com material genético masculino. Em  todos os locais em que os adolescentes afirmaram que Kauan esteve (no carro e na casa do professor), foram encontradas marcas de sangue.  

Deivid teve as seguintes condenações: pena de 18 anos e 8 meses por dois estupros de vulnerável; pena de 22 anos e três meses pelo estupro de vulnerável resultando em morte, vilepêndio de cadáver e ocultação de cadáver (todos em relação ao menino desaparecido), e pena de 24 anos, três meses e seis dias por cinco crimes de exploração sexual de adolescentes.

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