A audiência pública realizada na tarde de terça-feira (10), para discutir sobre a regularização do uso de fogos de artifício em Mato Grosso do Sul, dividiu opiniões entre as autoridades e civis.
O autor do projeto, deputado estadual Beto Pereira abriu a audiência justificando a proposta de proibir uso de fogos de artifícios em áreas de proteção ambiental, escolas, hospitais, postos de gasolina e asilos do Estado. O autor se baseou em uma consulta pública no site do Senado Federal que questiona os cidadãos sobre a proibição que já conta com 53 mil votos favoráveis.
Representantes de diversos setores da sociedade civil que militam pelas causas dos direitos dos animais, conscientizam sobre o autismo, proteção ambiental e da indústria de artifício.
O psiquiatra que compôs a mesa de autoridades, Eduardo Gomes, alertou que os prejuízos advindos dos ruídos em excesso afetam todos os seres humanos, mas especialmente os recém-nascidos e idosos com alguma deficiência cognitiva, como o autismo, por exemplo.
O presidente da Associação de Pirotecnia, Eduardo Tsugiyama, rebateu as críticas ao uso dos fogos de artifício. Tsugiyama defendeu que a lei apresentada pelo deputado Beto Pereira (PSDB) extrapola os limites já estabelecidos na legislação federal. "A proibição referente a um quilômetro de distância dos hospitais, por exemplo, inviabiliza totalmente o uso de fogos de artifício, além de ser questionável a efetividade de sua fiscalização", pontuou.
Comporam a mesa de debates, o médico psiquiatra Eduardo Gomes de Araújo, o veterinário Adriano Silva Silveira, a presidente do Grupo de Voluntários Patinhas Solidárias, Gycelda Ajala, a representante da Associação dos Autistas, Flávia Caloni, o Tentente-Coronel do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Fábio Assis, os vereadores por Campo Grande Lucas de Lima (SD) e João Cesar Mato Grosso (PSDB) e o Diretor-Presidente da Associação Brasileira de Pirotecnia (ASSOBRAPI), Eduardo Yasuo Tsugiyama.
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