Menu
Busca terça, 19 de novembro de 2019
(67) 99647-9098
Geral

Proibição de remédio para emagrecer pode fortalecer mercado ilegal, alerta médica de Mato Grosso do

21 fevereiro 2011 - 17h35
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propôs que sejam banidos alguns medicamentos usados como inibidores de apetite, por acreditar que podem acarretar várias riscos à saúde humana. Na quarta-feira (23), será realizada uma audiência pública para discutir o cancelamento do registro dos medicamentos que contém sibutramina e dos anorexígenos anfetamínicos. A endocrinologista Sandra Gaban, 46 anos, há 20 na profissão, explica que defende o uso da sibutramina e é contra a proposta da Anvisa, porque o medicamento é seguro desde que seja respeitada as contra-indicações e as dosagens. Além disso, não há muitas opções desse tipo de medicamento no mercado, que sejam eficazes e de baixo custo. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) já se posicionaram contra o cancelamento sibutramina. Os profissionais da área temem que com o cancelamento do medicamento no Brasil, os pacientes procurem o mercado negro para adquirir a droga. No Mato Grosso do Sul, devido a proximidade com o Paraguai e a Bolívia, as chances de compra desenfreada, sem recomendações médica e acompanhamento, agravam a situação. Desde outubro de 2010, a Anvisa decretou que apenas o medicamento só poderia ser descrito em receituário controlado azul B2 e não mais em receituário carbonado branco, como era feito antigamente por qualquer profissional. “A sibutramina é o nosso carro chefe no tratamento da obesidade, mas precisa ter acompanhamento e respeitar as restrições. Se for cancelada a auto-medicação e o mercado negro serão outros problemas, ainda mais graves”, destaca a endocrinologista. Pacientes A estudante de estética, Cibele Seno Martins Michellis, 38 anos, usou a sibutramina por duas vezes e conseguiu emagrecer. Na primeira vez, há dois anos, tomou após uma gravidez e perdeu 15 kg, e há um mês parou de tomar novamente a subitramina, após emagrecer 10 kg. “Usei com indicação médica e me fez muito bem, cheguei ao meu peso ideal e parei, agora controlo com dieta”, destaca Cibele que é contra a proibição da substância. Já a jornalista Márcia Dietrich, 52 anos, explica que sofre de peristaltismo intestinal, um tipo de prisão de ventre crônica, e para amenizar os sintomas, durante três anos fez uso contínuo de um medicamento manipulado que tinha Sibutramina na composição. Mesmo em doses baixas, cerca de 1.5 mg, Márcia explica que nunca teve problemas porém há mais de um ano não encontra mais algum laboratório que produz o medicamento com a sibutramina. “Sinto falta de usar o medicamento, estou tendo que me privar de muita coisa por isso”, explica Márcia que mudou do Mato Grosso do Sul para o Rio de Janeiro há três anos. Fonte: Midia Max
Athus Ingles

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Governo decreta situação de emergência em Porto Murtinho
Geral
Agressores de mulheres tem porte de arma proibido por lei no MS
Geral
Há 2 anos mais de três milhões buscam emprego, diz IBGE
Geral
CPI do Consórcio Guaicurus não deve avançar na Câmara
Geral
Shopping simulará vazamento de gás nesta quarta
Geral
Comandante da PM estará ao vivo no JD1 nesta terça
Geral
Sem atrasos e cancelamentos, aeroporto atua normalmente na capital
Geral
Em 2019 apreensões de entorpecentes aumantam 16% no Estado
Geral
Ingrid está desaparecida há mais de 20 dias e mãe faz apelo
Geral
Família procura homem que teve crise de pânico e desapareceu

Mais Lidas

Polícia
Aos 84 anos, "vovó" é presa dirigindo bêbada após sair de baile
Polícia
Jovem morre fuzilado e mulher é ferida por estilhaços
Polícia
Jovem motociclista morre após bater em meio-fio e ser arremessado em rio
Geral
Ingrid está desaparecida há mais de 20 dias e mãe faz apelo