Não é de hoje que convivemos com a pandemia da Covid-19, mas será que todo mundo lembra onde tudo começou e por tudo que já passamos após a descoberta da doença ? Reunimos nesta matéria alguns fatos importantes com a trajetória do vírus.
Os primeiros casos da doença, na época ainda desconhecida foi repostada em Wuhan na China em agosto de 2019, e até então era uma preocupação apenas do país asiático, até que em janeiro de 2020 o Ministério da Saúde chinês detectou uma “pneumonia de causa desconhecida” na China e pediu informações à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Após o primeiro caso da doença ser registrada fora da China, mais especificamente na Tailândia no começo de janeiro, a China confirmou a transmissão do vírus entre as pessoas, além de novas mortes de vítimas contaminadas.
O agravamento do surto fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar a criação de um comitê de emergência para tratar do vírus. O grupo se reuniu em Genebra, para decidir se classificaria o surto como “uma emergência de saúde pública de alcance internacional” e quais recomendações devem ser feitas a nível global.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, reconheceu a doença como o novo coronavírus SARS-CoV-2.
Além dos casos na China, Tailândia, Japão e Coreia do Sul reportaram seus primeiros casos ainda no primeiro mês do ano, junto com os Estado Unidos e os primeiros casos da Europa que foram confirmados na França, a essa altura, os aeroportos passarama fazer a checagem de temperatura dos passageiros.
No final de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a classificar como “elevado” o risco internacional do coronavírus, após qualificá-lo como “moderado” uma semana antes. E para fechar o mês a organização declarou emergência de saúde pública de interesse internacional pelo surto do novo coronavírus. Identificado pela primeira vez em dezembro.
Fevereiro
Em fevereiro, mesmo sem caso de coronavírus confirmado no Brasil, o governo Jair Bolsonaro, através do então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reconheceu “emergência de saúde pública em território nacional”. O cenário foi antecipado para dar mais “agilidade administrativa” ao governo para contratações de equipamentos de segurança, como máscaras e luvas para agentes de saúde, assim como para a operação de retirada de brasileiros que estavam na região de Wuhan, na China, epicentro da doença.
Foi neste mês que a doença fez bolsas do mundo todo caírem, principalmente devido ao avanço da Covid na Itália e Coréia do sul.
No dia 25 de fevereiro, houve a confirmação do primeiro registro do vírus no Brasil. Se tratava de um homem de 61 anos, residente em São Paulo que esteve na região da Lombardia, na Itália, é o primeiro caso confirmado de infecção por coronavírus no Brasil
O paciente, segundo as autoridades, teve sinais brandos da doença e ficou em isolamento domiciliar.
Março
Em março, entrou em vigor o estado de calamidade pública no Brasil. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), e veio acompanhado do primeiros casos da Covid-19 também em Mato Grosso do Sul. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), os dois casos foram em Campo Grande.
O primeiro foi da jovem Thayany Aguiar da Silva, 23 anos, ela fez coleta do sangue na UPA do bairro Leblon, no dia 12 de março. A jovem esteve na casa noturna Valley Pub, na Avenida Afonso Pena estando contaminada com o vírus.
O outro caso é de um homem de 31 anos que procurou a UPA Coronel Antonino no dia 12 de março, após chegar de Londres e manteve contato com um caso positivo em São Paulo. Os dois casos ficaram em isolamento domiciliar e sendo monitorados.
Após o Senado Federal aprovar, o projeto de decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade pública no Brasil, ficou caracterizado que o país precisaria gastar mais em saúde do que o previsto e aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano.
Ainda em março, o presidente da República, Jair Bolsonaro, determinou quais eram os serviços essenciais para o funcionamento do país e começa a valer restrição do governo brasileiro à entrada de estrangeiros da China, membros da União Europeia, Islândia, Noruega, Suíça, Reino Unido, Irlanda do Norte, Austrália, Japão, Malásia e Coréia do Sul. Medida, não sendo válida para quem vinha dos Estados Unidos.
Também foi anunciado pelo Ministério da Saúde o repasse de R$ 600 milhões para estados e municípios reforçarem o plano de contingência para enfrentamento do novo coronavírus. O ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou também a distribuição de 3,4 milhões de unidades de cloroquina e hidroxicloroquina para uso em pacientes com formas graves do novo coronavírus.
A primeira morte pelo novo coronavírus no Brasil também ocorreu março.
Abril
O Governo federal publicou novas orientações sobre adoção de medidas diferenciadas quanto ao distanciamento social: saída do Distanciamento Social Ampliado (DAS) para o Distanciamento Social Seletivo (DSS). No dia 11 de abril o Brasil passou de 20 mil o número de casos de coronavírus e 1.124 mortes decorrentes da doença.
Neste mês, quase 200 brasileiros se inscrevem na plataforma 1 Day Sooner, que convoca pessoas para participar de testes de vacina para o coronavírus. Os voluntários são infectados de propósito com o vírus para que se possa testar diversos tipos de vacina ao mesmo tempo.
Maio
Em maio os primeiros indícios de esperança para um imunizante começaram a aparecer. Uma farmacêutica americana anunciou que primeira vacina contra o novo coronavírus teve resposta positiva em humanos. Oito pessoas receberam duas doses da vacina desde março. Os anticorpos produzidos foram testados em células humanas no laboratório e impediram a replicação do Sars-CoV-2. A FDA deu aval para a segunda fase dos testes.
No Brasil, foi criado ainda a Lei Federal nº 13.982, de 02 de abril, instituindo o Auxílio Emergencial para minimizar os efeitos do avanço do coronavírus, onde foi estabelecido que durante o período de três meses, os cidadãos receberiam do governo valor de R$ 600, mensais destinado ao trabalhador que cumprisse determinados requisitos, os quais serão apontados a seguir.
Junho
Na metade de 2020, o Brasil recebeu primeiro lote de vacina contra a Covid-19 desenvolvida na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Dois mil voluntários brasileiros foram vacinados nas próximas três semanas. Experimentos foram feitos inicialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O Governo ainda anunciou uma parceria com farmacêutica AstraZeneca e a Universidade Oxford, do Reino Unido, para desenvolvimento e produção de vacinas contra a Covid-19 com tecnologia desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Julho
Teve início a terceira fase da pesquisa de vacina contra o novo coronavírustestada em São Paulo. Uma médica do Hospital das Clínicas recebeu a primeira dose da vacina junto com outros nove mil voluntários.
Em Campo Grande foi estabelecido o DECRETO n. 14.380 “Fica determinada, a paralisação, aos sábados e domingos, de todas as atividades econômicas e sociais não essenciais no âmbito do Município de Campo Grande do dia 18 de julho até o dia 31 de julho de 2020”, estabelecendo o lockdown na capital. A medida foi tomada para conter o avanço da doença na Capital sul-mato-grossense.
O mês também trouxe a primeira morte por Covid em Campo Grande. Uma idosa de 82 anos morreu vítima da doença cinco dias depois de dar entrada na Santa Casa com trauma ortopédico.
A idosa seguiu sob observação e apresentou dificuldades para respirar três dias após a internação. Por protocolo do hospital ela foi submetida a exame de novo coronavírus. O diagnóstico de positivo e dois dias depois ela veio a óbito.
Agosto
Em Agosto, o Instituto Butantan anunciou a possibilidade de vacina contra o coronavírus ainda em outubro. O Diretor da instituição, Dimas Covas afirmou em audiência na Câmara dos Deputados que vacina estava sendo testada em 9 mil voluntários de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A vacina foi submetida a registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).
Setembro
Os resultados preliminares das fases 1 e 2 de testes da vacina BNT162b1, candidata à imunização contra a Covid-19 das farmacêuticas BioNTech e Pfizer, indicaram que ela induziu à produção de anticorpos e à resposta de células de defesa em humanos.
Não foram identificados efeitos colaterais graves da vacina, uma das quatro que estavam sendo testadas na fase 3 no Brasil – neste caso, em Salvador e São Paulo. As outras vacinas testadas no país são a da Johnson, a de Oxford e a da Sinovac.
Neste mês também, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou um contrato com o laboratório chinês Sinovac para o recebimento de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida pela empresa em parceria com o Instituto Butantan.
Outubro
O primeiro caso de reinfecção de Covid-19 foi comprovado no Brasil em outubro. A paciente é uma técnica de enfermagem de 40 anos de Aracaju (SE), que teve dois resultados positivos para o coronavírus com 54 dias de intervalo. Ela apresentou sintomas leves e não precisou ser internada.
Novembro
A nova cepa do coronavírus detectada no Reino Unido já estava presente no norte da Alemanha desde novembro, anuncou a OMS.
Os cientistas "conseguiram sequenciar a variante do vírus B1.1.7 em uma pessoa infectada em novembro deste ano", afirmou o ministério da Saúde da Baixa Saxônia (Norte) em um comunicado.
Esta variante é "responsável por grande parte das infecções detectadas no sul da Inglaterra", destaca o texto.
Dezembro
Até o final de 2020, o país contabilizou 191.641 óbitos e 7.506.890 casos da doença desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa.
O Brasil ainda não tem uma data prevista para começar sua imunização, mas o presidente da farmacêutica AstraZeneca afirmou que a vacina feita em parceria com a Universidade de Oxford, a única até aqui adquirida pelo governo brasileiro, terá eficácia alta.
Em outras partes do mundo, com o início ontem da campanha de imunização da União Europeia, mais de 40 países já estão vacinando contra a covid-19. São pelo menos 4,8 milhões de pessoas no mundo que receberam a primeira dose de uma das vacinas. No Reino Unido, a segunda dose da Pfizer será aplicada a partir de amanhã.
Outros países como Israel, Kuwait, Costa Rica, Estados Unidos, México e Chile começaram a vacinação contra a Covid agora em dezembro.
Existe uma necessidade urgente da vacina para o SARS-CoV-2. Sem a vacina, a projeção sobre 2021 se torna uma incógnita afetando grande parte da população mundial, destruindo economias e vidas.
Atualmente há o desenvolvimento em torno de 200 projetos de vacinas no mundo, com 120 registradas na OMS de diversas tecnologias.
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