O secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, fez uma análise das reuniões que teve com alguns dos setores mais afetados pela pandemia, o de bares, restaurantes e turismo. No comando das ações do movimento “Em frente MS”, o secretário falou sobre o empenho para adotar medidas específicas e “salvar” quem movimenta a economia do Mato Grosso do Sul.
“A gente atravessou um momento muito difícil, milhares de pessoas perderam sua oportunidade de trabalho, negócios regrediram ou acabaram e estamos tendo que se reinventar a todo o momento. E agora, com a perspectiva de vacina, e a gente tem muita convicção que é o único caminho para deixar para traz toda essa problemática da pandemia, entendemos que precisamos apoiar setores que foram extremamente afetados por esse período”, disse Riedel durante entrevista à rádio Blink 102.
A semana começou com reuniões com empresários de bares e restaurantes, o que, para Riedel, é a forma de ver como atuar de maneira assertiva. Da reunião, foram levantados três eixos no qual o movimento “Em frente MS” atuará: crédito, tributação e flexibilização de horário. Sobre a área tributária, Riedel disse que o governo deve ter “um olhar especial”. “Não é momento qualquer. Em tempos diferentes, temos que encontrar saídas diferentes, e vamos ter que trabalhar também junto ao governo para adotar medidas específicas para esse setor”, disse. Já sobre a flexibilização de horário, o que diz respeito ao toque de recolher, o secretário foi cauteloso e disse que isso é uma questão sanitária e técnica. “Falei para eles que teremos que sentar com a saúde, avaliar cada dia os números e os indicadores para avaliar essas demandas”, afirmou.
Dentro dos três eixos, o secretário disse que o movimento já está trabalhando e a resposta deve sair em breve. “Vamos dar uma resposta o mais breve possível para ver como o governo vai entrar, apoiando esse setor, para que a gente saia na frente de novo. Mato Grosso do Sul é o estado que mais vacina, o que talvez tenha menos sentido a crise da pandemia, nunca fez lockdown geral, sempre tentou equilibrar saúde com economia, claro que afeta, mas temos que encarar e equilibrar essas medidas para ser o menos doloroso possível para todo mundo. Temos um contingente enorme de pessoas que perderam a vida e lamentamos profundamente tudo o que aconteceu, agora, temos que ser proativos, vamos deixar para traz essa pandemia vacinando e agora estendendo a mão para o setor econômico, importante para o Mato Grosso do Sul”, disse.
Turismo – Um dos setores que também sentiu o impacto da pandemia foi o turismo, mas que também, segundo o secretário, tem se fortalecido nos últimos meses. “Se tem uma coisa que a gente vai aprender com a pandemia, e isso está mudando um pouquinho, o turismo regional vai ser fortalecido, o ecoturismo mais ainda, as pessoas estão viajando no Brasil, dentro dos estados, e para destinos mais tranquilos e de menos consumo, um consumo mais natural, mais interativo com a natureza, e aqui o Estado é imbatível e vamos ter que apoiar também. Temos um contingente de guias de turismo e empresas que sentiram as consequências da pandemia e esses três eixos também valem para o turismo”, disse.
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