O saldo da balança comercial do agronegócio em junho foi de US$ 8,17 bilhões, segundo divulgou nesta sexta-feira (13), a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O resultado das exportações do setor alcançaram US$ 9,21 bilhões, recuando 0,7% em relação aos US$ 9,27 bilhões alcançados em junho do ano passado.
O agronegócio representou 45,6% do total das vendas externas brasileiras do mês. Já as importações do setor totalizaram US$ 1,04 bilhão em junho, com retração de 10,1% em relação ao mesmo período de 2017.
Além da soja, com participação de 53,5% das exportações do setor em junho, os outros quatro principais segmentos foram: produtos florestais (14,4%), carnes (8,3%), complexo sucroalcooleiro (7%) e café (3,9%). Em conjunto, as vendas externas dos cinco setores apresentaram participação de 87% do total exportado pelo agronegócio brasileiro em junho de 2018.
A região asiática, com destaque para a China, foi o principal destino das exportações em junho, mantendo o resultado dos últimos 12 meses. O segundo principal mercado de destino das exportações do agronegócio brasileiro em junho foi a União Europeia, com incremento das vendas, principalmente, de farelo de soja (+US$ 94,70 milhões), celulose (+US$ 60,36 milhões), suco de laranja (+US$ 35,40 milhões) e café verde (+US$ 17,64 milhões).
Resultado da soja
O boletim da Balança Comercial do Agronegócio destaca cenário favorável para as vendas externas do complexo soja (grãos, farelo e óleo), com base no último levantamento da safra 2017/2018 realizado pela Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), que estima que a produção de soja alcançará 119 milhões de toneladas, em alta de 4,2% sobre a safra anterior.
A Conab também estima que a exportação total brasileira para este ano atinja 72 milhões de toneladas de soja, o que superaria em 5,6% o volume do período anterior. No primeiro semestre, o Brasil já embarcou 46,27 milhões de toneladas do grão, gerando receita de US$ 18,43 bilhões. Os aumentos frente ao mesmo período de 2017 foram de 5,2% em quantidade e de 10,6% no valor exportado, resultado da elevação do preço médio em 5,1%, que proporcionou registros de novos recordes de valor e quantidade.
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