A Secretaria de Estado de Saúde promoveu a capacitação de agentes de saúde e recepcionistas na atenção ao acolhimento à população LGBT+ em unidades de saúde de Mato Grosso do Sul.
Os profissionais de saúde receberam orientações sobre o cadastro do público LGBT+ na plataforma do sistema e-SUS, do Ministério da Saúde. “Ao fazer esse cadastro no sistema de saúde, permite que as equipes de saúde conheçam melhor as características deste público e possam promover um atendimento mais adequado e de excelência. É a Saúde fazendo valer a implementação de políticas públicas para a população LGBT+ em nosso Estado", afirmou o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.
Segundo a gerente de Equidade em Saúde e Ações Estratégica da Secretaria de Estado de Saúde, Geani Almeida, a partir das informações atualizadas possibilita o desenvolvimento de ações específica para este público, mas há uma lacuna no sistema de saúde. “Por exemplo, hoje nós não temos informações de quanto homens trans tiveram câncer de mama ou quantas mulheres trans tiveram câncer de próstata. Às vezes, por medo ou até mesmo por receio de como será recebido nas unidades de saúde acabam não indo e se descuidando da saúde.
“Por isso, fizemos a capacitação dos recepcionistas das unidades e agentes de saúde. Todos possuem acesso ao sistema e-SUS. No entanto, os agentes de saúde possuem um papel importante neste processo porque são eles que têm acesso direto e conhecem bem as famílias e podem fazer o cadastro corretamente, bem como os recepcionistas das unidades de saúde, quando a pessoa chegar em busca de atendimento médico”, esclarece a gerente.
Como gostaria de ser chamado?
A forma de acolhimento e de abordagens foram pontos debatidos durante a capacitação com os profissionais de saúde. “Nós sabemos que há muitas situações, há questões pessoais envolvidas. É um processo que é de autoconhecimento da pessoa, então, às vezes, a forma de abordagem acaba sendo um momento delicado, uma pergunta sem o devido preparo, pode afastar a pessoa”.
“Assim, nós orientamos que o profissional de saúde pergunte a esta pessoa seja em atendimento em sua residência ou quando chegar às unidades de saúde, de como ela gostaria de ser chamada? Se ela deseja inserir o nome social e/ou sua orientação sexual neste sistema. Deixando claro que se trata de uma pergunta técnica e suma importância para o sistema de saúde. Por isso, é importante que tenham o treinamento adequado para estes casos”, pontua Geani.
e-SUS
De acordo com o Ministério da Saúde, o e-SUS Atenção Primária (e-SUS APS) é uma estratégia para reestruturar as informações da Atenção Primária em nível nacional, por meio dos sistemas de Coleta de Dados Simplificada (CDS) e Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), tendo a possibilidade de integração com sistemas já existentes. A qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população.
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