Com 78 anos de existência, a rádio Difusora migra do AM para a FM. O radialista, Benedito de Paula, que tem 42 anos, não escondeu a tristeza nessa mudança, mas sabe que é necessário devido as novas tecnologias. Na última quarta-feira (30) a estação de rádio finalizou suas transmissões nas ondas do AM. E coube ao B. de Paula desligá-las.
Ele conta que apesar de saber da necessidade das novas tecnologias, o fim da AM o deixa triste. “É triste, eu nasci em uma rádio AM, essa mudança ainda é uma novidade. Não podemos fugir das novas tecnologias. A Difusora ficou 78 anos nas ondas médias, quando ela foi inaugurada Campo Grande tinha apenas 30 mil habitantes”, disse.
Após desligar o transmissor, Paula disse que foi um silêncio total. “Depois, sai do local e fui curtir o silêncio. Sei que estamos indo para uma moderníssima tecnologia, mas ficou a nostalgia do momento. Às vezes, é rir para não chorar”, desabafou.
A Difusora foi a primeira a cumprir com a mudança em Campo Grande.
Mais qualidade
Há seis anos trabalhando na rádio Difusora, agora antiga AM-1240KHz, ele diz que o som da FM tem mais qualidade. Antes qualquer ruído atrapalhava o som da programação.
“A rádio AM tem longo alcance, mas a qualidade do áudio foi caindo com o passar dos anos. Ao longo do tempo foi surgido fontes de ruídos, pois a onda dela é muito aberta. Com isso, por exemplo, até o motor de um carro interfere no som da transmissão. Já a FM não pega essas interferências”, explicou.
De acordo com B. de Paula os investimentos para mudar de estação custam em torno de R$ 3 milhões. Para ele muitas rádios pequenas não terão verba para mudar, o radialista revelou que todos os equipamentos foram mudados e os antigos encaminhados para um museu. A difusora estreou na manhã dessa quinta-feira (1) pela FM na sintonia 101,9.
Mudanças foram divulgadas há dois anos
A migração foi iniciada em 2015 ainda no governo da então presidente Dilma Rousseff (PT). Segunda ela, na época, a migração de emissoras do AM para FM é parte da atualização das plataformas tecnológicas da infraestrutura de radiodifusão do Brasil, processo que deve estar acompanhado pelo bom atendimento à população e pela ampliação da concorrência no setor de radiodifusão. “As novas plataformas tecnológicas devem resultar em ampliação do acesso, da democratização da informação e da diversificação das mídias”, afirmou.
A intenção do governo na época era fazer a mudança em todo o país até a metade do ano que vem. (Com Agência Brasil)
Veja o momento em que as transmissões são desligadas:
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