A Marinha da Argentina detectou ontem (18) sete chamadas por satélite realizadas para diferentes bases desde o submarino ARA San Juan, desaparecido na quarta-feira passada (15) com 44 tripulantes a bordo, informaram fontes oficiais à agência EFE.
Segundo um comunicado divulgado neste sábado pelo ministério de Defesa argentino, as chamadas não chegaram a se completar com as bases da Marinha, o que "indicaria que a tripulação tenta restabelecer contato".
"Com a colaboração de uma empresa americana especializada em comunicação por satélite, trabalha-se agora para determinar a localização precisa do emissor dos sinais, supondo que poderia se tratar do submarino que leva a bordo 44 tripulantes", diz o comunicado.
As chamadas foram feitas entre as 10h52 (horário local, 11h52 em Brasília) e 15h42 (16h42). As tentativas de comunicação duraram entre 4 e 36 segundos.
"A última posição conhecida do ARA San Juan é na área de operações do Golfo San Jorge, a 240 milhas náuticas [da costa argentina], o equivalente a 432 quilômetros", detalhou o ministério.
O último relato do submarino foi registrado na madrugada de quarta-feira passada. Passado o tempo prudencial sem ter comunicação com a embarcação, foi ativado no final da tarde de quinta-feira (16) o protocolo de busca.
O submarino, de origem alemã, tinha partido na segunda-feira (13) do porto de Ushuaia e se dirigia de volta para sua base, na província de Buenos Aires.
O ministro de Defesa argentino, Oscar Aguad, comanda a operação. Ele antecipou seu retorno de Vancouver (Canadá), onde participava de um encontro da ONU, para se encontrar com as famílias dos tripulantes na base naval de Mar del Plata, ao sul da província de Buenos Aires.
A operação de rastreamento e resgate, a cargo da Marinha argentina e comandada pelo Ministério de Defesa, conta com uma aeronave de exploração antissubmarina, assim como vários navios da Marinha com helicópteros embarcados.
As estações de comunicações terrestres do litoral argentino receberam ordens de busca das comunicações e escuta de todas as possíveis frequências de transmissão do submarino para achar uma fonte de contato.
O presidente, Mauricio Macri, afirmou neste sábado (18) na sua conta do Twitter que seu governo está comprometido a utilizar "todos os recursos nacionais e internacionais" para localizar "o mais rápido possível" com vida os 44 tripulantes do submarino.
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