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Subsecretaria da Mulher realiza seminário 'Enfrentando o Tráfico e Exploração Sexual'

14 junho 2012 - 08h05Divulgação

Será realizado no próximo dia 20, no Hotel Grand Park, a partir das 8 horas, o seminário 'Enfrentando o Tráfico e Exploração Sexual de Mulheres'. O evento tem o objetivo de sensibilizar a sociedade civil nessa temática para a prevenção, o atendimento às vítimas e a responsabilização dos criminosos. “Este seminário é de extrema importância, pois desta forma pretendemos sensibilizar e informar sobre as especificidades deste tipo de tráfico e promover o enfrentamento deste crime”, comenta a assessora técnica da coordenadoria, Márcia Paulino.

O seminário é aberto ao público e a inscrição deve ser feita até a próxima sexta-feira (15) pelo email - [email protected] . O seminário contará com a palestra da  jornalista e ativista no enfrentamento a exploração sexual, Priscila Siqueira, com o tema “Gênero e tráfico de mulheres”. Terá também a presença da subsecretária de enfrentamento à violência contra as mulheres da Secretaria de Políticas Publicas para Mulheres do governo federal,  Aparecida Gonçalves. O evento também vai contar com a presidente da Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e Juventude, Dalila Figueiredo e da presidente do Observatório Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Nilda da silva.

O seminário faz parte do projeto “Capacitando para o enfrentamento ao tráfico e exploração sexual” desenvolvido pela  Coordenadoria da Mulher. Segundo o levantamento da pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil (Pestraf), Mato Grosso do Sul faz parte dos Estados mais vulneráveis para essa prática criminosa, fazendo vítimas principalmente nas regiões de fronteira com o Paraguai e Bolívia, onde o translado de um país para outro é considerado fácil.

O tráfico de pessoas é considerado um dos maiores problemas da atualidade, um fenômeno silencioso que faz mais de 2 milhões de vítimas a cada ano para fins como trabalho escravo, casamento servil, remoção de órgãos ou exploração sexual. As mulheres negras, entre 15 e 27 anos, com baixa escolaridade são as principais vítimas. Em busca de melhorias de condições de vida para si e seus familiares, têm seus direitos humanos violados, perdem os direito de ir e vir, são depreciadas, exploradas e tratadas como mercadoria.

Para mais informações sobre o evento, os interessados deve entrar em contato pelo telefone 3318-1003.

Via Notícias MS

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