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Thomaz Lanches, 40 anos de sucesso e tradição

Tradicionalidade e confiança fazem história do Thomaz Lanches

25 maio 2018 - 09h08Karina Campos

Quem conhece o Thomaz Lanches já sabe dos sabores irresistíveis dos salgados, mas a história do comércio vai muito além da fachada única: a tradição da família e a confiança que passa aos clientes, que os proprietários as definem também como “visita da casa”. Há 40 anos o local carrega a representatividade de investimento e sabedoria, sempre ali na rua 7 de Setembro, centro de Campo Grande.

José Thomaz Filho, explica que tudo começou em 1978 com o primeiro alvará, quando o pai José Thomaz decidiu abrir mais um negócio. O libanês já havia se esforçado em praticamente tudo, como tentar levantar uma sapataria, alfaiataria e uma frutaria, porém, os desafios só estavam começando. Ao abrir um bar, o homem acabou sofrendo com problemas de saúde e resolveu fechar o negócio.

“Eu tinha 16 anos e já ajudava, acabou ficando eu e minha mãe, com ele afastado pediu para tirar todas as bebidas. Minha mãe sempre foi prendada, tudo da culinária árabe ela sabia. Foi quando começou a fazer salgados. Antes era um bar, e como mudou o modelo o movimento chegou à zero. Nesse meio tempo recebíamos visita de amigos, parentes. Nessa forma que temos de servir como se fosse de casa, isso de comer o que consumiu sem comanda virou um ‘case’, tradição na nossa casa. Que era o cliente dizer o que havia consumido”, relata.

Ali, a empresa sírio-libanesa passou a comercializar iguarias como quibes, esfihas, coalhadas e homus, mas foi aos poucos que os quitutes foram incorporados à culinária brasileira com a preparação de coxinha, enroladinho de salsinha, pastéis, empadas e etc. Toda a família trabalha na empresa, as irmãs Marizete e Cristina, o irmão Ricardo e agora o filho, Henrique Thomaz.

“Meu pai é muito gentil e ele deixa as pessoas servirem à vontade. ‘Thomaz Lanches a sua casa da esfiha’. Ao longo desses anos nós fomos evoluindo, depois de 10 anos na esquina, mudamos para o lado e a família resolveu dividir. No começo era um desespero. Como sair de uma esquina? Quase que começamos de novo. Nós adquirimos a parte, fomos adquirindo de tios, parentes e fomos ampliando os negócios. Minha família inteira está nos negócios, uma cuida da parte de compras, outra da administração, então nossa estrutura comporta as pessoas de casa”.

O carro chefe sempre foi a esfirra, e com a experiência as técnicas foram aprimoradas e começamos a organizar o congelamento dos salgados para as vendas. Embora essa não tenha sido o maior desafio de todos esses anos.

“A principal dificuldade foi sobreviver aos planos de governo. Teve uma época que não tinha carne, por exemplo, então começamos a fazer esfiha só de queijo, esfiha fechada ou aberta de queijo. Quando conseguia alguma carne com algum fazendeiro, eu ia até lá, matava a novilha, "carneava", moía e trazia. O restante foi vencido naturalmente, porque viemos galgando de passo em passo, eu acho que esse espírito da alma empreendedora conseguiu transferir para gente de uma forma”, celebra. 

Nova loja localizada na Avenida Bom Pastor, 534

Agora o Thomaz Lanches abriu a segunda loja no corredor gastronômico da avenida Bom Pastor. O mesmo tradicionalismo é encontrado no novo local que é dirigido por Ricardo e o sobrinho Henrique. Além disso, até o fim do ano, a empresa da rua 7 de Setembro será expandida, e o sonho é passar a marca de geração a geração.

“Transferir uma ideia, um formato para outra região e conquistar clientes, tem sido uma coisa que eu não imaginava. Meu sonho é que esses 40 virem 50, 60 e 70, mesmo que o meu pai não esteja, eu não esteja, que esso formato possa ser seguro. Por conta dessa forma de atender, tratar as pessoas, fazer com que eles se sintam a vontade, eu ouço diariamente ‘poxa, eu vinha aqui com meu avô’, ‘meu pai me trazia e hoje estou trazendo meu filho’, isso é um prazer enorme. Esta reforma poderia ter vindo há 15 anos trás e tudo isso é planejado, alinhado ao atendimento, a tradição de cativar as pessoas, fidelidade do cliente, temos tido bons resultados”.


O filho Henrique, ainda jovem, conta que sempre foi uma vontade correr ao lado do pai nos negócios da família, mas quando chegou o tempo de tomar a frente do negocio chegou a temer. A nova loja já foi inaugurada há dois meses e só tem trazido alegria à casa.

“Eu comecei muito cedo, eu queria bastante e disse a ele que queria trabalhar junto com ele. Terminei meus estudou e ele me chamou. Estou me esforçando ao máximo para poder prosseguir com o negócio. Já trabalhava na 7 [de Setembro] desde os 18 anos, quando saia da escola, nas horas vagas eu ajudava. Foi uma surpresa quando ele disse que eu ia ficar aqui, fiquei acanhado, com medo porque não tenho muita experiência, mas conforme o tempo passa eu vou adquirir. Eu também pretendo passar essas histórias”, finaliza.

Veja a foto do primeiro alvará da casa:

 

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