Professor efetivo da rede estadual de ensino em Campo Grande passou a ser alvo da Polícia após denúncias de comportamentos inadequados que configurariam possível assédio a alunas na Capital. O caso ocorreu no ano passado, mas deve ser investigado neste ano, após a conclusão dos levantamentos iniciais sobre a conduta do educador.
Conforme apuração do JD1 Notícias, na época, as adolescentes procuraram a direção da escola em novembro de 2025 para relatar que o professor utilizava palavrões durante as explicações, como “caralho, porra, filha da puta”, chegando a direcionar essas palavras como adjetivos a alguns estudantes.
Uma das adolescentes contou que trocou mensagens pelo WhatsApp com o professor, que dizia participar de uma ONG e solicitava doações de roupas, sapatos e outros itens. Em sala, ele cobrava essas doações e, em uma das mensagens, afirmou que iria à casa dela, perguntando se poderia ir, ao que a estudante respondeu que não estaria em casa; ele reagiu apenas com um “joia”. Dias depois, ela publicou uma foto em seu status, e o professor reagiu com uma carinha de riso, uma flor e a frase: “que, que isso...”.
A estudante ainda relatou que, em outra situação, o professor estava sentado à mesa dos professores, e ela se aproximou para tirar uma dúvida. Nesse momento, ele teria dito: “não fique muito perto, senão eu fico nervoso”.
Há relatos de que o professor ofereceu “pontos” às alunas — como no caso em que teria “doado um ponto para ela”, mas depois exigia que fosse pago de alguma forma. Ele exemplificava: “se você precisa tirar 5, terá que tirar 6; mas, se não conseguir, pode pagar de outro jeito”.
A reportagem apurou ainda que a conduta do professor é reincidente. A direção da escola levou os relatos às atas e os encaminhou à SED (Secretaria de Estado de Educação), que determinou o remanejamento do professor em 2026, visando garantir a proteção das adolescentes.
Além disso, o professor foi notificado para manter um comportamento condizente com a função pública, devendo cumprir a Lei de Deveres e Obrigações dos Servidores, evitando intimidações, ameaças ou qualquer outro tipo de conduta inadequada, e estando proibido de usar palavras constrangedoras nas aulas.
As situações devem ser apuradas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e pelo Conselho Tutelar.
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Veículo do Conselho Tutelar - Foto: Ilustrativa - (Paulo Sérgio)



