O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara para esta terça-feira (8) o anúncio sobre o acordo nuclear com o Irã. Ele divulgou a iniciativa na sua conta no Twitter: “Eu anunciarei minha decisão sobre o acordo do Irã amanhã da Casa Branca às 14h”, informou.
Desde a campanha eleitoral, Trump faz severas críticas ao pacto e o classificou como o “pior acordo da história”. O compromisso foi assinado em 2015 pelo antecessor Barack Obama e os líderes do Reino Unido, da França, da Alemanha, da China e da Rússia.
No acordo, foram reduzidas as sanções econômicas impostas ao Irã em troca de limitações ao programa nuclear do país do Oriente Médio. Os líderes mundiais temiam que o Irã usasse o programa para construir armas atômicas.
Em janeiro, Trump estendeu a suspensão das sanções, concedendo mais 20 dias aos países signatários do acordo ( Reino Unido, da França, da Alemanha, da China e da Rússia) para corrigirem o que chamou de “falhas terríveis”. O prazo termina no próximo dia 12.
Reações
Em reunião com Trump, no mês passado, o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu uma composição para fortalecer o acordo anterior. No Congresso norte-americano, Macron fez um apelo evitar o abandono ao termos do acordo original.
Dias depois, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, foi a Washington para defender o pacto como primeiro passo que contribuiu para desacelerar o programa iraniano. Merkel disse ainda que, da perspectiva alemã, o acordo não é suficiente.
Nesta semana, o chanceler britânico, Boris Johnson, embarcou para os Estados Unidos com a tarefa de tentar persuadir o republicano. Em um artigo publicado, no domingo (6) no jornal The New York Times, Johnson defendeu que “somente o Irã se beneficiaria com o abandono das restrições feitas ao programa nuclear”.
Rejeição
Autoridades iranianas reagiram negativamente às eventuais mudanças nos termos assinados em 2015. No mês passado, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou que o Ocidente não tem direito de mexer no acordo nuclear.
Logo depois, o ministro de Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, disse que o Irã não “renegociará ou fará adições ao pacto implementado”.
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Os líderes mundiais temiam que o Irã usasse o programa para construir armas atômicas (REUTERS/Kevin Lamarque)



