Menu
Busca domingo, 21 de abril de 2019
(67) 99647-9098
Geral

Via-Sacra lembra trajetória de doentes no Hospital São Julião

07 abril 2012 - 12h08Fernando da Mata

Um paralelo entre os últimos instantes da vida de Jesus e a trajetória dos doentes. Desta maneira, trabalhadores e pacientes do Hospital São Julião, em Campo Grande, encenaram a Via-Sacra, na manhã desta Sexta-Feira da Paixão de Cristo (6).


Escrita por Lino Vilachá, poeta que ficou internado mais de 30 anos com hanseníase, a peça ‘do doente’ é encenada há 16 anos dentro da unidade hospitalar.

Desde que a obra começou a se encenada, quem organiza é o funcionário Bruno Maddalena, que também atua como músico durante a procissão.

“Cada estação da Via-Sacra faz comparação com momentos da recuperação da saúde do doente. Isso cria reflexão importante dentro do hospital e contribuiu para os funcionários e, principalmente, pacientes”.

No momento em que Jesus é condenado à morte, por exemplo, o escritor fez a comparação com a dor que alguém sente quando recebe a notícia de que está doente e precisa se tratar. Seguindo adiante, o paciente carrega a cruz do tratamento com quedas pelo caminho e se deparando com aflições de familiares e amigos.

Quando Jesus morre, paralelo com os doentes que são abandonados, esquecidos e até considerados mortos por parentes.

O capelão do São Julião, Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, enfatizou que a encenação da Via-Sacra tem tudo a ver com a história do hospital.

“Além do sofrimento e abandono dos doentes, lembra também a solidariedade de Deus, que se compadece dos sofredores deste mundo. Olhando o sofrimento de Cristo, vivemos de maneira melhor nossos sofrimentos, sem desespero ou revolta”, afirmou o padre.

A Via-Sacra foi acompanhada também por parentes dos doentes, moradores dos bairros próximos e pessoas de outros lugares. Uma delas é o servidor público Odair Garcia da Silva, 47 anos, que considera importante a reflexão que a Paixão de Cristo proporciona.

“Tantas pessoas reclamam da vida. Ver a Via-Sacra dói e emociona, mas traz a gente à realidade, para tentar melhorar. Hoje, nós abandonamos as pessoas, principalmente os idosos e enfermos. Então temos que tirar Jesus da cruz e a única forma é ajudando o próximo”, relatou Silva.

Voluntário no São Julião, o estudante Junior Fernando Cruz de Souza, 16, destacou que os pacientes gostam de participar. “Eles se integram e se sentem até melhor”.

O Hospital São Julião é referência no tratamento de hanseníase, de doenças infectocontagiosas (como aids e tuberculose) e em cirurgias oftalmológicas (incluindo transplante de córnea). Atualmente, a unidade abriga cerca de 80 pacientes internos.

Via Campograndenews

pmcg - prestação de contas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Avianca cancela 50 voos em Campo Grande
Geral
TRE divulga gabarito do processo seletivo para estagiários de ensino médio
Geral
Mega acumula e poderá pagar R$ 90 milhões na quarta-feira
Geral
Seminário em memória às vítimas de acidente de trabalho acontece nesta segunda, na capital
Geral
Canal eletrônico de ouvidoria da Agepan completa um ano
Geral
Status de área livre de aftosa sem vacinação é oportunidade estratégica para MS
Geral
Páscoa pode ser farta até para quem tem restrições alimentares
Geral
Meningite mata jornalista conhecido em MS
Geral
Feriado de Páscoa requer atenção redobrada nas estradas
Geral
Simpósio sobre segurança pública acontece na segunda-feira, na capital

Mais Lidas

Polícia
Casal morre em acidente na MS-164
Polícia
Homem tem mãos decepadas, na fronteira
Polícia
Ex-radialista é morta com 24 facadas pelo sobrinho
Geral
Meningite mata jornalista conhecido em MS