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Internacional

Brasil e outros 23 países da Celac pedem cessar-fogo na Faixa de Gaza

Presidente Lula propôs ao grupo uma moção, direcionada à ONU, solicitando o fim do genocídio praticado por Israel na região

03 março 2024 - 14h11Pedro Molina     atualizado em 03/03/2024 às 14h31

O Brasil, ao lado de outros 23 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), emitiram uma declaração conjunta pedindo por um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, alvo de ataques de Israel.

O documento que trata das ações israelenses na região foi assinado durante a cúpula da Celac, na sexta-feira (1º), em Kingstown, capital de São Vicente de Granadinas.

“Conscientes da intransigência refletida nas declarações do governo de Israel e do agravamento da crise humanitária em Gaza, deploramos o assassinato de civis israelenses e palestinos, incluindo os cerca de 30 mil palestinos mortos desde o início da incursão de Israel em Gaza, e manifestamos profunda preocupação com a situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina”, diz a declaração.

Durante o encontro, os chefes de Estado reforçaram a exigência da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) de um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza, e de que todas as partes envolvidas no conflito cumpram o direito internacional, especialmente à proteção de civis.

Também foi citado os casos em curso na Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina por Israel constitui violação do direito internacional e se o ataque de Israel a Gaza constituiria genocídio.

Também foi enfatizada a exigência de libertação imediata e incondicional de todos os reféns, tanto palestinos quanto israelenses.

Durante seu discurso na cúpula da Celac, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma moção à ONU pelo fim imediato do genocídio de palestinos na Faixa de Gaza. Lula destacou que a reação de Israel aos ataques do Hamas é “desproporcional e indiscriminada” e a “indiferença da comunidade internacional [aos atos] é chocante”.  

 

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