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Internacional

Caminhão da ONU com alimentos foi atacado por Israel na faixa de Gaza, mostra documento

Conforme a Organização das Nações Unidas, 300 mil pessoas ainda vivem no norte de Gaza e quase 20% em situação de desnutrição

21 fevereiro 2024 - 10h53Sarah Chaves, com informações da CNN

De acordo com documentos compartilhados exclusivamente pela ONU, as Forças de Defesa de Israel (FDI) dispararam contra um comboio da Organização das Nações Unidas que transportava suprimentos alimentares vitais no centro da Faixa de Gaza em 5 de fevereiro, antes de impedirem que os caminhões avançassem para a parte norte do território, conforme análise própria da CNN.

Uma correspondência entre a ONU e os militares israleneses mostram que a rota do comboio foi acordada por ambas as partes antes do ataque.

De acordo com um relatório de incidente interno compilado pela agência das Nações Unidas para refugiados palestinos (UNRWA), a principal agência de ajuda humanitária da ONU em Gaza, o caminhão era um dos dez num comboio parado em ponto de detenção das FDI quando foi alvejado.

Ninguém no comboio ficou ferido, mas grande parte do seu conteúdo – principalmente farinha de trigo necessária para fazer pão – foi destruído.

Os caminhões de ajuda humnitária para mais de 2 milhões de habitantes de Gaza – tem quase 85% da frota deslocadas internamente – no meio do bombardeamento de quase cinco meses de Israel na Faixa de Gaza

"É um dos vários incidentes em que comboios de ajuda, bem como armazéns que armazenam ajuda, foram atingidos desde o início da guerra", disse Juliette Touma, porta-voz da UNRWA, à CNN.

Israel lançou o seu bombardeamento e invasão terrestre da Faixa de Gaza após o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro, no qual pelo menos 1.200 pessoas foram mortas e mais de 250 outras feitas reféns. Mais de 29.000 pessoas foram mortas em ataques israelenses na faixa, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde de Gaza.

Na sequência do ataque de 5 de fevereiro, a UNRWA decidiu parar de enviar comboios para o norte de Gaza. A última vez que a agência conseguiu entregar alimentos a norte de Wadi Gaza – uma faixa de zonas húmidas que corta o enclave ao meio – foi em 23 de Janeiro.

A ONU estima que 300 mil pessoas ainda vivem no norte de Gaza, com  pouca assistência. A desnutrição aguda já foi identificada em 16,2% das crianças locais, acima do limite considerado crítico, segundo a ONU.

 

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