Menu
Busca terça, 07 de julho de 2020
(67) 99647-9098
Internacional

OMS suspende testes com cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19

Decisão foi tomada dentro dos ensaios Solidariedade, iniciativa internacional da OMS para buscar tratamentos contra a doença

25 maio 2020 - 13h15Flávio, com informações do G1

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta segunda-feira (25), que suspendeu temporariamente testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19. A decisão foi tomada dentro dos ensaios Solidariedade, iniciativa internacional da OMS para buscar tratamentos contra a doença.

O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a suspensão foi determinada depois de um estudo publicado na sexta-feira (22) na revista científica "The Lancet". A pesquisa, feita com 96 mil pessoas, apontou que não houve eficácia das substâncias contra a Covid-19 e detectou risco de arritmia cardíaca nos pacientes que as utilizaram.

"Os autores reportaram que, entre pacientes com Covid-19 usando a droga, sozinha ou com um macrolídeo [classe de antibióticos da qual a azitromicina faz parte], estimaram uma maior taxa de mortalidade", afirmou Tedros.

A OMS afirmou que o quadro executivo do Solidariedade vai analisar dados disponíveis globalmente sobre as drogas, que são usadas para tratar malária e doenças autoimunes.

"Eu quero reiterar que essas drogas são aceitas como geralmente seguras para uso em pacientes com doenças autoimunes ou malária", destacou Tedros.

Ele afirmou, ainda, que os outros testes dos ensaios Solidariedade vão continuar – a suspensão refere-se apenas às pesquisas com a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Uso no Brasil

Mesmo sem evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos contra a Covid-19, o Ministério da Saúde emitiu, na semana passada, um documento que recomenda o uso deles, no SUS, para a doença. 

A recomendação inicial, lançada sem assinatura, teve modificações e foi republicada.

A recomendação das substâncias sem prova de que elas funcionavam contra o novo coronavírus foi motivo de discórdia entre dois ex-ministros da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro. Tanto Luiz Henrique Mandetta quanto Nelson Teich, ambos médicos, alertaram para os efeitos colaterais dos remédios, mas, mesmo assim, Bolsonaro defendeu o uso deles para a Covid-19.

Mandetta foi demitido, e Teich pediu demissão menos de um mês após assumir o cargo. Além da questão da cloroquina, os dois ex-ministros divergiram do presidente quanto ao isolamento social.

Logo após a divulgação do documento pelo governo brasileiro, que recomendava o uso dos remédios contra a Covid-19, especialistas brasileiros emitiram notas contra a decisão. A própria OMS e a Opas, braço da organização nas Américas, também reafirmaram que não recomendam nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19.

 

Totem_Alcool Gel

Deixe seu Comentário

Leia Também

Internacional
Kanye West vai concorrer à presidência dos EUA contra Trump
Internacional
Na Holanda, prostitutas podem retomar atividades, mas sem beijos
Internacional
Globo transmitirá festival online com Coldplay, Bieber e Shakira neste sábado
Internacional
Disneyland Califórnia adia reabertura dos parques temáticos
Internacional
Terremoto no México pode causar Tsumani em três países
Internacional
Rapunzel da vida real tem cabelo de 2,5 metros e não tem princípe
Internacional
Casal com "coronofobia", faz sexo de luva e máscara e por 5 minutos
Internacional
Personal quer R$ 840 mil de mulher que o transmitiu herpes labial
Internacional
Mortes pelo novo coronavírus no mundo ultrapassam 426 mil, mostra Johns Hopkins
Internacional
Homem pede indenização de US$ 1 trilhão para a Apple

Mais Lidas

Saúde
Santa Casa está preparada para combater o coronavírus, diz presidente da entidade
Brasil
Bolsonaro está com sintomas de coronavírus
Cidade
Aeroporto terá novo acesso
Brasil
Pandemia gerou economia de R$ 199,6 mi aos cofres públicos