Enquanto ocorre a Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação ameaçando impor uma tarifa adicional de 10% a “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics”.
A medida foi anunciada por meio de sua conta na rede social Truth Social. Sem esclarecer o que seriam políticas antiamericanas ou quais países seriam taxados, ele completou. “Não haverá exceções a essa política”.
O bloco econômico, atualmente presidido pelo Brasil, divulgou a “Declaração do Rio de Janeiro”. Parte do documento defende o multilateralismo, sem mencionar diretamente os EUA. “Expressamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são inconsistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio”, afirma um trecho do documento.
Em outra publicação, o republicano informou que cartas e acordos tarifários que entrarão em vigor, agora, a partir de 1º de agosto com os países começarão a ser entregues a partir das 12h desta segunda-feira (7), no horário de Washington (13h, no horário de Brasília).
A suspensão de 90 dias das tarifas impostas pelo republicano estava prestes a expirar, no próximo dia 9 de julho. Washington fechou apenas pactos limitados com o Reino Unido e o Vietnã. A maioria dos países ainda tenta evitar as tarifas anunciadas, que podem variar entre 10% e 50%.
Resposta dos países do Brics
A Rússia também respondeu às declarações de Trump. “Vimos, de fato, essas declarações do presidente Trump, mas é muito importante destacar que a singularidade de um grupo como o Brics está no fato de que ele reúne países com abordagens e visões de mundo comuns sobre como cooperar com base em seus próprios interesses”, disse o porta-voz Dmitry Peskov.
O Kremlin declarou que o grupo do Brics nunca esteve trabalhando para prejudicar outros países. "E essa cooperação dentro do Brics nunca foi e nunca será direcionada contra terceiros países", completou.
China
A China se opõe ao uso de tarifas como uma ferramenta de coerção, disse o Ministério das Relações Exteriores. O uso de tarifas não serve a ninguém, ressaltou à imprensa Mao Ning, porta-voz do ministério.
África do Sul
A África do Sul não é antiamericana e ainda quer negociar um acordo comercial com os Estados Unidos, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio do país. "Ainda aguardamos uma comunicação formal dos EUA a respeito de nosso acordo comercial, mas nossas conversas continuam construtivas e frutíferas", disse à Reuters o porta-voz do Ministério do Comércio da África do Sul, Kaamil Alli.
Malásia
A Malásia mantém uma política externa e econômica independente e está focada na facilitação do comércio, não no alinhamento ideológico, afirmou seu Ministério do Comércio. A Malásia foi aceita como país parceiro (e não como membro efetivo) do grupo de nações em desenvolvimento do Brics em outubro passado.
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