Menu
Menu
Busca sexta, 30 de janeiro de 2026
Justiça

Casal acusado de matar bebê tem recurso negado pela justiça

TJ manteve a sentença que determina julgamento pelo Tribunal do Júri

17 outubro 2019 - 14h14Sarah Chaves, com informações do Dourados News

O casal Joel Rodrigo Avalo dos Santos, 25 anos, e Jéssica Leite Ribeiro, 21 anos, tem recurso negado pela Justiça que manteve a sentença de pronúncia que determina julgamento pelo Tribunal do Júri. Pai e madrasta estão presos em Dourados desde 16 de agosto de 2018 acusados de homicídio qualificado por emprego de meio cruel, pelo assassinato do bebê Rodrigo Moura Santos quando tinha apenas um ano e meio de idade.

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou por unanimidade recurso em sentido estrito protocolizado pela defesa dos réus na tentativa de evitar que o caso fosse julgado pelo júri popular.

No dia 14 de março, o juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal de Dourados, proferiu a sentença de pronúncia e determinou o Tribunal do Júri por entender que “há indícios suficientes de autoria que recaem sobre Jéssica, e no tocante a Joel, é imputada participação por omissão, já que, em tese, o genitor teria o dever de agir consistente na obrigação legal de cuidar, proteger ou vigiar o filho, em decorrência do poder familiar”.

Em agosto deste ano, o advogado Osmar Blanco, que atua na defesa de Jéssica, informou que o recurso levado à Corte estadual foi motivado pelo entendimento de que o homicídio foi culposo.

Porém os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJMS seguiram o voto do relator, juiz Lúcio R. da Silveira, e negaram por unanimidade as teses defensivas, conforme publicado no Diário de Justiça do dia 16 de setembro. “A decisão de pronúncia é apenas um juízo de admissibilidade da acusação, sem qualquer valoração acerca do mérito da causa, cuja análise, por expressa previsão processual e constitucional, é do Conselho de Sentença (Tribunal do Júri). Havendo prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria delitiva (juízo de probabilidade), deve ser mantida a pronúncia”, pontuaram os desembargadores.

Quanto à Jéssica, presa no Estabelecimento Penal Feminino de Corumbá, pontuaram que “a pronúncia não merece reparos, haja vista que a materialidade está comprovada e os indícios de autoria fundam-se em prova testemunhal bastante robusta no sentido de que a Ré, no dia e horário dos fatos, após o Recorrente ter deixado a residência para trabalhar, percebeu que os infantes já estavam acordados, tendo ela colocado a criança sobre uma bancada alta para que pudesse preparar a mamadeira, átimo em que a vítima caiu, machucou-se e passou a chorar”.

“A Ré ficou ainda mais irritada. No entanto, a Ré percebeu que a vítima ‘fazia força’ enquanto chorava, e, acreditando que se encontrava constipado, a Ré ajoelhou-se e passou a apertar com muita força a barriga do menino. Com a ausência de êxito, a Ré, ainda se utilizando de força, flexionou as pernas da vítima contra a barriga, o que não adiantou. A Ré ainda pisou nas costelas, pedindo para a menina apertar a barriga do irmão. A criança, já no colo da Ré, suspirou e morreu”, acrescenta a decisão.

Quanto ao pai da criança, Joel, também Recorrente que está preso na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), o TJ afirma que “deixava os filhos aos cuidados da Corré, enquanto cumpria suas atividades laborais, assumindo, de forma consciente, a ocorrência de um evento ainda mais gravoso”.

Procurado pelo Dourados News, o advogado Osmar Blanco confirmou que o recurso foi negado e informou que ainda não foi agendado o júri popular.

O advogado Vitor Cesar Cáceres de Freitas, que atua na defesa de Joel. Ainda em agosto de 2018, quando requereu a liberdade provisória do cliente à 3ª Vara Criminal de Dourados, ele citou depoimento prestado por Jéssica à Polícia Civil e descartou participação do pai da criança na morte.

“De forma conclusiva quanto ao tudo alegado, a acusada Jéssica, como já narrado, emitiu novo depoimento à autoridade policial elucidando todos os pontos nebulosos e divergente que até então encontrava-se aos autos. Concluindo-se, portanto, a total ausência de participação de Joel, seja omissiva ou comissiva, no que diz respeito à trágica morte vítima”, pontuou na ocasião.

Reportar Erro
Funlec - Matriculas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central
Justiça
Diretor do BC diz à PF que Master tinha só R$ 4 milhões em caixa
Agência dos Correios
Justiça
Gerente dos Correios é preso em flagrante por furto de mercadorias
Imagem Ilustrativa
Interior
Justiça de Paranaíba condena homem a 23 anos de prisão por estupro de vulnerável
Fiscal do Ministério do Trabalho - Divulgação / MTE
Brasil
Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025
TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável
Justiça
TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável
Caso aconteceu durante a madrugada
Justiça
Acusado de homicídio por espancamento em Campo Grande é condenado a 10 anos de prisão
Ministro Dias Toffoli
Justiça
Decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito, aponta Toffoli
Menina sofria violência sexual -
Interior
TJ vê inconsistências em versões e absolve homem condenado por estupro em Ivinhema
Marcos Marcello Trad -
Justiça
Justiça declara nulo ato que efetivou Marquinhos Trad na ALEMS sem concurso público
Caso aconteceu durante a madrugada
Justiça
Acusado de homicídio por espancamento é julgado hoje em júri popular na Capital

Mais Lidas

Confronto aconteceu no bairro Jardim Cerejeiras
Polícia
AGORA: Dois suspeitos de roubos morrem em confronto com o Choque em Campo Grande
Carro desviou de buraco e atingiu o motociclista
Trânsito
AGORA: Motorista desvia de buraco, atinge moto e mata motociclista no Jardim Seminário
Foto: Ilustrativa / MrDm / Freepik
Comportamento
Pesquisa aponta que mulheres preferem homens com pênis maiores
Lucas estava desaparecido desde o dia 24
Polícia
Jovem desaparecido no Nova Lima é encontrado morto em área de mata