O Senado aprovou, na noite dessa quarta-feira (6), o texto final do projeto de socorro a estados e municípios congelando por 18 meses o salário de servidores que não tiverem atuação essencial ao combate do coronavírus.
Segundo a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, os critérios foram equivocados e podem provocar uma judicialização porque ferem princípios constitucionais como o da isonomia, o da revisão geral anual e o da autonomia dos entes federados. “Criará um "Frankenstein jurídico", criticou no Plenário virtual durante a votação.
O texto foi aprovado, por unanimidade, mas recebeu criticas em relação aos critérios adotados para garantir a reposição salarial pelas perdas inflacionárias e possíveis promoções de algumas categorias de servidores públicos em 2021.
O projeto autoriza que apenas os servidores que tenham atuação essencial e diretamente relacionada ao combate do novo coroanavírus possam receber reajuste.
O texto permite reajuste para servidores das Forças Armadas, policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, civis, militares e corpos de bombeiros militares, técnicos peritos criminais, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, assistentes sociais, profissionais de saúde, profissionais de serviços funerais e professores.
A senadora concorda que era necessário proibir o uso do auxílio financeiro da União de R$ 60 bi para promover novos gastos. Mas que diante da dificuldade econômica gerada pela crise do coronavírus, “nenhum governador ou prefeito, ainda que quisesse, conseguiria dar aumento salarial neste ano e, se quiser fazê-lo no ano que vem, isso seria de competência e responsabilidade constitucional de cada ente, e votado pelos respectivos poderes legislativos.
Simone explicou que o direito à reposição inflacionária está previsto na Constituição e está sendo alterado por lei federal, o que pode fazer com que haja contestação na Justiça, comprometendo a aplicação da medida.
Auxílio financeiro
O projeto prevê o repasse de R$ 60 bilhões de auxílio para estados e municípios. Também há a suspensão das dívidas dos entes federados com União, bancos públicos e instituições financeiras internacionais. A medida tem impacto de R$ 60 bilhões, o que eleva o impacto do pacote a R$ 120 bilhões.
Mato Grosso do Sul
Pelos critérios adotados para a repartição dos recursos, o Estado de Mato Grosso do Sul terá direito a R$ 622 milhões mais R$ 421 milhões repassados às prefeituras. Além deste valor, haverá um montante de R$ 80 milhões para o Estado e R$ 40 milhões para os municípios de MS, para uso exclusivo nas ações de combate à Covid-19. Já a suspensão das dívidas do governo estadual e das prefeituras com a União, bancos oficiais e organismos internacionais, somará mais R$ 493 milhões. O montante total chegará a R$ 1,655 bilhões.
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Senadora Simone Tebet (MDB-MS) e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) (Reprodução/Internet)



