Menu
Busca terça, 19 de novembro de 2019
(67) 99647-9098
Justiça

Em Três Lagoas, juíza garante licença de 180 dias a adotante homoafetivo

O prazo é o mesmo que a licença maternidade

05 junho 2019 - 18h30Matheus Henrique, com informações da assessoria

A decisão liminar da juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, titular da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Três Lagoas, determinou que o município conceda a licença paternidade por adoção, de 180 dias, a um adotante homoafetivo, que não teve a identidade revelada. O prazo é o mesmo que a licença maternidade.

O adotante alega que foi deferida, pela Prefeitura de Três Lagoas, a licença de apenas 30 dias, mas o prazo de licença gestante é maior. Ele relata que o prazo de licença gestante é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, e deve ser estendido a um dos integrantes de casal homoafetivo pois, não se pode admitir tratamento diferenciado relativo à filiação.

Em sua decisão, a juíza ressalta que, de acordo com jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), o prazo de licença ao adotante não pode ser inferior ao da licença à gestante, à luz do princípio da dignidade da pessoa humana e da igualdade entre filhos biológicos e adotados.

A magistrada destaca que, conforme consta no sítio oficial da Câmara Municipal de Três Lagoas, o Estatuto dos Servidores Públicos do Município determina a concessão de licença à servidora gestante por 180 dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração. Afirma que, de acordo com a decisão do STF, não se pode admitir qualquer distinção quando o par adotante é composto de dois homens, ou seja, tratando-se de casal adotante homoafetivo.

“Nesses casos, dúvida não há de que a licença adotante poderá ser conferida a um dos cônjuges ou companheiros, haja vista que inexiste razão para qualquer distinção entre casais heteroafetivos e homoafetivos, à luz do princípio constitucional da igualdade e da dignidade da pessoa humana (…). Ressalta-se que no Termo de Guarda Provisória para fins de adoção constou a qualificação do companheiro do Impetrante e sua profissão é cabeleireiro, demonstrando que não é servidor municipal, logo, não há risco que irá requerer idêntico benefício, haja vista que apenas um dos integrantes do casal pode gozar da licença adotante”, concluiu a juíza.

Athus Ingles

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Denúncias anônimas podem estabelecer procedimentos administrativos no MP
Justiça
STF suspende uso da Taxa Referencial
Justiça
STJ confirma decisão do TJ-MS, em ação de 39 anos
Justiça
Desembargador Ruy Celso mantém milicianos presos
Justiça
Crianças terão espaço especial para testemunhar em tribunais
Justiça
Slimes com bórax é proibido no MS
Justiça
Defesa quer que Name Filho volte para a capital
Justiça
MPMS denuncia suspeitos de assassinar servidora com barra de ferro
Justiça
Em nota, Odilon diz que TRF-3 está “apenas verificando a regularidade”
Justiça
CCJ aprova PEC que torna feminicídio crime imprescritível

Mais Lidas

Polícia
Aos 84 anos, "vovó" é presa dirigindo bêbada após sair de baile
Polícia
Jovem morre fuzilado e mulher é ferida por estilhaços
Polícia
Jovem motociclista morre após bater em meio-fio e ser arremessado em rio
Geral
Ingrid está desaparecida há mais de 20 dias e mãe faz apelo