O empresário Jamil Name, acusado de chefiar uma milícia no Mato Grosso do Sul optou pelo silêncio, nesta quinta-feira (27), durante o interrogatório dos réus na ação envolvendo a execução de Ilson Figueiredo, chefe de segurança da Assembleia Legislativa que foi executado em 2018, em Campo Grande.
Segundo as investigações, o ex-policial foi morto por supostamente ter participação no “sumiço” do filho de Fahd Jamil, Daniel Alvarez Georges. Daniel foi declarado morto em 2020, após aproximadamente oito anos sumido. Ele foi visto a última vez, em maio de 2011, com Alberto Aparecido Nogueira, o “Betão”, Cláudio Rodrigues de Oliveira, o “Meia-Água”, que foram mortos anos depois.
Na audiência desta tarde, Jamil Name Filho também foi interrogado e negou qualquer participação na morte de Ilson Figueiredo. Jamilzinho relatou que conhecia Ilson desde os 20 anos, por um conhecido em comum. “Pessoa que nunca me fez nada, sempre me tratou muito bem, semrpe teve muito respeito pela minha família”, emendou ao ser questionado pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos.
Jamilzinho ainda disse que acha pouco provável que o Ilson possa estar metido no “sumiço” de Daniel. “Para mim não tinha esse perfil que pudesse estar envolvido. Ele foi designado para ser chefe da segurança do legislativo, acho que quem o colocou lá passou uma peneira na vida”, afirmou.
Questionado se o armamento sobre o armamento usado em sua casa, e os usados na execução de Ilson, Jamilzinho também negou qualquer relação. “As armas eram de Juanil, assumido pelo próprio Marcelo Rios. Elas foram periciadas dentro da polícia civil e federal, não achou uma prova que ligue essas armas a mim”, disse. Jamil Filho ainda defendeu seu padrinho, Fahd Jamil. “Meu padrinho jamais estaria metido”, disparou.
Quem também negou qualquer participação na execução de Ilson foi o ex-guarda municipal, Marcelo Rios, preso em Mossoró que também foi interrogado. Ele disse que não conhecia o ex-policial e relatou ainda ter sido forçado a confessar envolvimento no crime, ainda quando estava preso no Garras. “Querem punir o seu Jamil e filho, não interessa o que diz. Quem me prendeu, e começou todo esse cerco, vejo a pressão para culpar o seu Jamil”, dizia o ex-guarda durante sua fala.
O interrogatório com os réus na ação sobre a morte de Ilson continua no dia 15 de junho, com o depoimento de Fahd Jamil, que precisou ser adiado por questões de saúde. Nesta quinta, o “Rei da Fronteira”, que está preso, conseguiu autorização para deixar a prisão hoje para uma cirurgia no coração.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

'Avanço', diz Ministério Público sobre o fornecimento de comida nas UPAs e CRSs

Começa hoje em Campo Grande mutirão do CNJ que garante documentos gratuitos à população

Veja a agenda de atendimento da Justiça Itinerante nesta semana

Promotores pedem júri popular e apontam que Bernal matou servidor por 'vingança'

Caso de maus-tratos contra criança termina com prisão de mãe em Dourados

Condenado por atacar ex-governador, Tiago Vargas vai usar tornozeleira e chora em vídeo

Justiça condena homem a 14 anos de prisão por matar padrasto a tiros em Campo Grande

Juiz nega soltar sargento da PMMS envolvido em ocorrência com morte na Capital

Justiça de MS condena empresa a indenizar trabalhadora por assédio moral







