Uma mulher foi condenada por estelionato continuado após enganar vítimas durante quase três anos, usando histórias de doenças graves, mortes inexistentes e crianças fictícias. Ao longo do período, arrecadou mais de R$ 412 mil, incluindo empréstimos bancários feitos por uma das vítimas, que precisou vender um imóvel para cobrir os valores.
De acordo com a sentença do juiz Deyvis Ecco, a ré criava narrativas dramáticas cuidadosamente planejadas para despertar compaixão e urgência. As vítimas forneciam moradia, alimentação e apoio financeiro, acreditando ajudar familiares em sofrimento, sem desconfiar que estavam sendo enganadas.
Para dar aparência de verdade às histórias, a acusada falsificava mensagens e cartas, se passava por crianças e chegou a usar carimbo médico falsificado para justificar pedidos de dinheiro. Durante a investigação, foi confirmado que ela se inspirou no livro “A Câmara de Gás” para estruturar os golpes.
O juiz classificou o crime como planejado, reiterado e cruel, destacando a exploração da confiança e solidariedade humanas. A ré foi sentenciada a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além de 258 dias-multa, sem possibilidade de substituição da pena por medidas alternativas.
A decisão reforça que fraudes que manipulam sentimentos humanos não ficam impunes e geram consequências proporcionais à gravidade da conduta.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Três magistrados disputam no TJMS vaga de desembargador deixada por Djailson de Souza

PolÃcia descobre mercado usado no esquema de 'disk-drogas' e faz prisões em Campo Grande

Decisão unânime do TJMS reforça punição a agressor em caso de violência doméstica

Itamaraty confirma revogação de visto de assessor de Trump

Justiça condena homem que importunou sexualmente adolescente em Campo Grande

Tribunal do Júri condena dois homens pelo homicÃdio de Tiago Sandrin em Sonora

Homem que matou jovem com machadinha em aldeia de Amambai pega 32 anos de prisão

Supremo decide se mantém prisão de Vorcaro

MPMS intensifica fiscalização em unidades de acolhimento de Dourados e Laguna Carapã


Fórum de Campo Grande (Foto: Divulgação / TJMS)



