O juiz Giuliano Máximo Martins, da Vara Criminal de Aquidauana, decretou a prisão preventiva do soldado Izaque Leon Neves, 33 anos, acusado de matar o policial militar Juarandir Miranda.
Ciúmes da ex mulher seria o motivo do soldado Izaque assassinar com sete tiros o colega de farda Jurandir, na noite de quinta-feira (24), em uma lanchonete localizada na Rua Campo Grande, no Bairro Ovídio Campos, em Aquidauana.
Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Civil, a vítima chegou ao estabelecimento em sua moto e Izaque que era proprietário do estabelecimento e estava sentado em uma cadeira se levantou, sacou uma pistola da carga da Polícia Militar e desferiu 7 tiros contra o cabo.
Jurandir ainda estava em cima da moto quando foi atingido pelos primeiros disparos.
A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu momentos após dar entrada no hospital local.
A Polícia Civil apreendeu imagens de câmeras de segurança existentes em um comércio em frente a lanchonete de Izaque, que filmaram toda a ação e mostram que um outro policial militar testemunhou o crime, e teria sido ele quem tirou a arma do acusado e ainda o impediu de esganar a vítima.
Em depoimento prestado na tarde de hoje na 1ª DP de Aquidauana, o policial confirmou os fatos e disse que não viu nenhuma arma com Jurandir no ato do crime.
O corpo do cabo Jurandir foi encaminhado para necrópsia, sendo que após a perícia foi liberado à família. As armas, utilizadas tanto pelo acusado como pela vítima, teriam sido recolhidas pelo comando local da Polícia Militar, que até o momento não as apresentou a Polícia Civil. Por este motivo, a Polícia Civil encaminhou ofício à corporação requisitando as armas para serem periciadas, no intuito de esclarecer se houve ou não troca de tiros.
Atribuição
Em manifestação favorável à decretação da prisão do acusado, o Ministério Público de Aquidauana foi categórico e afirmou ser atribuição da Polícia Civil a apuração do homicídio, já que tanto a vítima quanto o autor estavam de folga no momento do crime.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

No MPMS, indígenas pressionam prefeitura por terrenos prometidos no Jd. Inápolis

Caso Marielle: delegado e policiais operavam organização criminosa dentro da Polícia Civil

TJ nega trancamento de ação contra capitão da PMMS por constituição de empresa

Tiros, empurrões e controle: veja o que a mulher de 'Tio Trutis' contou à Polícia

Justiça determina medida protetiva e avisa ex-deputado 'Tio Trutis' sobre risco de prisão

'Paulinho Metralha' é condenado a 21 anos de prisão por matar inocente em Campo Grande

Exército diz ao STF que general pode receber visita íntima na prisão

STF julga validade da aposentadoria especial para vigilantes

Nomeado relator do caso Master, Mendonça se reúne com delegados da PF






