Menu
Busca domingo, 31 de maio de 2020
(67) 99647-9098
Justiça

Por unanimidade, TSE julga improcedente ação de Bolsonaro contra Haddad

Advogados sustentavam que Haddad agia em conluio com repórter para prejudicar o então candidato Bolsonaro

19 setembro 2019 - 12h36Joilson Francelino, com informações da Agência Brasil

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou nesta quinta-feira (19), por unanimidade, improcedente uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) aberta no ano passado pela então campanha de Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad (PT), seu rival na corrida presidencial, que foi acusado de conluio com o jornal Folha de S. Paulo para prejudicar a imagem do candidato do PSL.

Os advogados da campanha de Bolsonaro sustentaram que Haddad e sua candidata a vice, Manuela D´Ávila, agiram em conluio com a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, para publicar reportagem caluniosa sobre Bolsonaro “no calor do segundo turno”, visando prejudicar sua candidatura. Foram processados também o presidente do Grupo Folha, Luís Frias, e a então diretora de redação do jornal, Maria Cristina Frias.

Segundo a reportagem “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”, publicada em 18 de outubro de 2018, empresários simpáticos a Bolsonaro teriam contratado o disparo em massa de mensagens eletrônicas para a semana anterior ao segundo turno, com informações falsas sobre o PT.

A advogada Karina Kufa, que representa a campanha de Bolsonaro, sustentou tratar-se de “noticia falsa, sem qualquer prova”, tendo como objetivo único “ denegrir a imagem do candidato”. Ela acusou o jornal e a jornalista que assinou a reportagem de serem simpáticos ao PT.

O corregedor-eleitoral e relator do caso, ministro Jorge Mussi, descartou que esse tenha sido o caso. Ele afirmou que, a partir das informações dos autos, o que se demonstrou foi o exercício da atividade jornalística com base “na relação indissociável entre a liberdade e imprensa, de expressão e democracia”.

Mussi já havia negado uma medida cautelar pedida pela defesa de Bolsonaro para que o jornal e a jornalista fossem obrigados a revelar a fonte ou apresentassem provas das informações publicadas. O ministro suscitou a proteção constitucional ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa.

Nesta quarta, Mussi disse não haver “nenhum indicio de que os representados [Haddad e Manuela D´Ávila] protagonizaram conluio com a Folha de S. Paulo visando prejudicar a campanha” de Bolsonaro. Ele acrescentou que a reportagem representa “nada mais que o exercício da liberdade de expressão constitucionalmente assegurado, sem nenhum elemento que configurasse suposto excesso”.

Em consequência, o ministro rejeitou ainda que tenha havido um suposto caixa dois de campanha praticado pela campanha de Haddad, em função do uso de jornal de circulação nacional para veicular propaganda contra seu adversário, conforme alegava a defesa de Bolsonaro.  Mussi foi acompanhado por todos os demais ministros do TSE, que decidiram arquivar a Aije. 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Justiça obriga empresa a pagar r$ 2 mil à aluno que não recebeu aulas do curso
Justiça
Comitê atua por melhorias na justiça de primeiro grau
Justiça
Ary Raghiant Neto será empossado Vice-Presidente do Conselho de Colégios da OAB do Mercosul
Justiça
Marelli prostesta título quitado e deve pagar R$ 10 mil por danos morais a cliente
Justiça
PF mira Roberto Jefferson, blogueiro, deputado de SP e empresário Luciano Hang
Justiça
“Quem desvia dinheiro público em meio à pandemia, é sociopata”, diz procurador-geral
Justiça
Ladário: Justiça suspende decreto que previa orações para conter pandemia
Justiça
Ao vivo: JD1 entrevista o novo Procurador-Geral de MS, Alexandre Magno
Justiça
CPI acusa Energisa de alterar resolução da Aneel para barrar perícia
Justiça
Assembleia fechará semestre em home office

Mais Lidas

Brasil
Bolsonaro vai novamente a ato em seu favor e contra instituições
Polícia
Acidente causa morte de professora em Campo Grande
Geral
Riedel sinaliza que objetivo agora é a Lei Kandir
Entrevista
“As instituições necessitam cada vez mais dialogar”