A falta de comprovação da origem de R$ 800 mil apreendidos durante a Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco do MPMS em 21 de maio, foi um dos argumentos utilizados pelo Juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior para negar a liberdade de Valdir Alves Pereira, de 67 anos, suspeito de integrar organização criminosa liderada por Francisco Cezário de Oliveira, presidente afastado da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS). Valdir é sobrinho de Francisco Cezário.
Investigação aponta depósitos injustificados - A investigação revela que, entre 2018 e 2022, Valdir Alves Pereira recebeu diretamente da Federação de Futebol inúmeros depósitos sem justificativa, totalizando R$ 53.710,00. Já Francisco Cezário recebeu R$ 540.360,00 no mesmo período.
Dinheiro apreendido em residências - Durante as buscas da operação, foram apreendidos R$ 309.400,00 e US$ 21.800,00 na residência de Francisco Cezário, e R$ 327.660,00 no imóvel de Umberto Alves Pereira, irmão de Valdir. O magistrado destacou que há fortes indícios de que os desvios continuariam até os dias de hoje e que os valores apreendidos provavelmente seriam utilizados para lavagem de dinheiro.
Situação atual - Francisco Cezário de Oliveira teve a prisão preventiva substituída por monitoramento, concedida pela desembargadora Elizabete Anache da 1ª Câmara Criminal de Tribunal de Justiça, nesta quinta-feira (06).
Ele segue hospitalizado para uma cirurgia de cateterismo, após passar mal na prisão. Os demais membros do grupo permanecem detidos.
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Dinheiro recuperado durante a operação (Divulgação/MPMS/Gaeco)


