A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), participou nesta quarta-feira (25) da Operação “Matrioska”, deflagrada pela Polícia Civil do Paraná para desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
A ação foi coordenada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), por meio do Núcleo Regional de Pato Branco, e cumpriu 24 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão, além de bloqueio e sequestro de ativos financeiros. As ordens judiciais foram executadas no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina.
As investigações começaram em 26 de agosto de 2025, após a prisão em flagrante de uma mulher que transportava mais de 2 quilos de crack em um ônibus, no município de Realeza (PR). A partir do inquérito, foi identificada uma estrutura criminosa hierarquizada responsável pela aquisição, transporte, armazenamento e distribuição de drogas, principalmente crack e cocaína, além da movimentação de valores ilícitos.
Segundo a apuração, o grupo era liderado por um homem custodiado no sistema prisional de Mato Grosso do Sul, que continuava comandando as atividades criminosas de dentro da unidade prisional. Ele determinava rotas, coordenava a distribuição de entorpecentes e gerenciava recursos financeiros por meio de contas bancárias de terceiros.
A investigação também apontou que a droga era transportada de Mato Grosso do Sul até Pato Branco (PR) por mulheres que atuavam como “mulas”, viajando em ônibus de linha, muitas vezes acompanhadas de filhos, para tentar despistar a fiscalização.
Em Mato Grosso do Sul, equipes do DRACCO cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em Campo Grande. Um dos alvos já estava custodiado em estabelecimento de segurança máxima, e durante busca na cela foram apreendidos sete aparelhos celulares, com apoio de policiais penais.
No Paraná, as ordens judiciais foram cumpridas em Pato Branco, Cascavel, Quedas do Iguaçu, Clevelândia e Mariópolis.
O nome da operação faz referência à boneca russa “Matrioska”, que possui várias peças em seu interior, simbolizando a estrutura em camadas da organização criminosa e a forma de ocultação da droga, transportada junto ao corpo. As investigações seguem em andamento.
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As investigações começaram em 26 de agosto de 2025 (Foto: PCMS)



