Senadores que estavam indecisos, ou que se diziam indecisos para arrancar vantagens do governo Temer, admitiram em telefonemas trocados ontem que não poderão mais votar contra o impeachment da presidente afastada.
Na avaliação de pelo menos três deles, o escândalo do roubo do salário de servidores públicos selou em definitivo a sorte de Dilma. O escândalo está destinado a repercutir pelos próximos meses à medida que for sendo investigado pela Lava-Jato.
Dificilmente se esgotará antes da votação do impeachment prevista para ocorrer na terceira semana de agosto. Até lá, ou Temer é acertado por alguma bala perdida ou se consolida de fato como o sucessor de Dilma.
(*) Ricardo Noblat é jornalista
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