Dias após o soldado Vinicius Ibanez Riquelme, de 19 anos, morrer supostamente ao ‘passar mal durante um exercício de campo’ realizado pelo 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado em Bela Vista, os movimentos Juristas Pela Democracia MS e a Adjc (Associação De Advogados e Advogadas Em Defesa Da Democracia Justiça E Cidadania), se mobilizaram pela apuração do caso.
A mobilização aconteceu depois que os movimentos passaram a receber denúncias de familiares de Vinicius, e de outros soldados, informando que eles teriam sido vítimas de tortura, e estariam sendo mantidos em cárcere privado.
Diante dessa situação, será protocolada uma representação na OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil - Mato Grosso do Sul), pedindo a adoção de providências urgentes, e o empenho pessoal da presidência da instituição na apuração dos fatos.
“Recebemos uma foto estarrecedora do cadáver do falecido, o qual evidencia lesões incompatíveis com a versão de falecimento por gripe”, declarou Lairson Palermo, da ADJC.
Em nota, o CMO esclareceu que o soldado foi atendido pela equipe de saúde do Regimento na sexta-feira, dia 26 de abril de 2024, sendo encaminhado ao hospital de Bela Vista. Porém, devido ao seu grave estado de saúde, ele precisou ser transferido com urgência para a Santa Casa de Campo Grande.
“Há notícias de maus tratos feitas por cerca de 180 mães de recrutas, que denunciam que ao menos 89 soldados que estiveram no mesmo treinamento necessitaram de atendimento médico após retornarem da instrução”, finalizou Lairson.
Morte de Vinicius – O exercício, um treinamento de longa duração, é composto por um acampamento com vários dias no campo, simulando ações de combate, com exercícios e atividades de primeiros socorros.
Na noite de sexta-feira o jovem passou mal e foi encaminhado para a enfermaria do 10º Regimento de Cavalaria Antônio João, e devido à gravidade de seu caso, foi levado ao Hospital São Vicente de Paula, e encaminhado em vaga zero para Campo Grande, em ambulância do município de Bela Vista, mas acabou não resistindo e faleceu.
A mãe do jovem, Mariza, ficou muito abalada com a morte do filho e espera que os culpados sejam punidos. “Estamos passando por um momento difícil, não acredito que entreguei meu filho vivo para o exército e recebo ele dentro de um caixão, não é justo, quero justiça, isso não pode ficar impune”, confirmou.
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