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Com policiais presos, laudo revela ponto crucial sobre morte em confronto em Anastácio

O documento surge em meio à suspeita de excesso de força, familiares afirmaram que a vítima teria sido atingida de costas, mas a perícia aponta outra circunstância, com entrada frontal do tiro no rosto

06 abril 2026 - 14h23Vinícius Santos

O laudo da Coordenadoria-Geral de Perícias aponta que o tiro que matou Wellington dos Santos Vieira, durante confronto com policiais militares no município de Anastácio, na madrugada de 31 de março, não atingiu a vítima pelas costas, como alegaram familiares. Segundo o documento, ao qual a reportagem teve acesso, o orifício de entrada do projétil foi localizado na região mandibular esquerda.

Ainda conforme o laudo pericial, o projétil não atravessou o corpo da vítima, sendo localizado e retirado da região carotídea direita. Os policiais envolvidos na ocorrência encontram-se detidos, e o caso permanece sob investigação.

O laudo surge em um momento importante, em que a família contesta o confronto. Um vídeo mostra Wellington correndo e caindo enquanto os policiais o seguiam. Contudo, segundo fontes policiais, o disparo não ocorreu nesse momento, mas após Wellington já ter confrontado os agentes. 

Vídeo (clique aqui). 

Investigado por homicídios

Wellington dos Santos Vieira, morto no confronto policial, era investigado em dois assassinatos, o do casal Maria Clair Luzini, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, em Anastácio.

Segundo a Polícia, Wellington e David Vareiro Machado participaram diretamente da execução do casal. As investigações indicam que Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, filha do casal, foi a responsável por planejar a ação, tendo contratado terceiros para executar o crime. Ela já se encontra presa.

Dentro dessa trama, David Vareiro Machado também foi assassinado, após cobrar pagamento pelo crime de execução do casal. O companheiro de Maria de Fátima, Wendebrson Haly Matos da Silva, teve participação confirmada na morte de David e há fortes indícios de que ele também tenha atuado como mandante no homicídio do casal.

A Polícia Civil aponta que os três crimes fazem parte de uma mesma cadeia de eventos, e a motivação do crime contra o casal ainda está sendo investigada.

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