Uma mulher, de 37 anos, pediu socorro a GCM (Guarda Civil Metropolitana) dizendo ter sido vítima de um sequestro na Rodoviária de Campo Grande. Ela teria sido pega na quarta-feira (22) e conseguiu fugir para pedir socorro apenas na tarde de domingo (26), no mesmo local.
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima contou que seu ex-marido mandou três homens a sequestrassem. Em seu relato, a mulher disse ter vindo de Nova Alvorada do Sul para visitar o filho em Campo Grande. Ao descer do ônibus e atravessar a faixa de pedestre, ela teria sido abordada por um homem oferecendo corrida de aplicativo.
Ao aceitar a oferta, ela teria entrado em um carro preto. No caminho, o motorista teria desviado a rota, informando que levaria a mulher para encontrar com o ex-marido em uma casa da região. Ao chegar no endereço, em uma estrada de terra e o portão vermelho, a vítima foi colocada em um quarto.
Um dos homens, que estava armado, chegou a dizer para a mulher que estava apenas esperando autorização do ex dela para matá-la. No local, ela ficou de quarta-feira até domingo, sendo ameaça, agredida e ainda sendo vítima de importunação, pois os homens passavam a mão em seu corpo.
Na tarde de domingo, ela resolveu tentar sair do quarto. Ao conseguir abrir a porta, a mulher notou que os supostos sequestradores estariam em uma varanda, nos fundos da residência, facilitando assim sua fuga.
Depois de andar dois quarteirões, ela entrou em uma área de mata até sair na estrada novamente e conseguir uma carona, com um motociclista que passava. Ainda de acordo com a vítima, os sequestradores usavam álcool e drogas na sua frente.
De volta a rodoviária, a vítima pediu socorro para a GCM e foi levada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Na unidade policial, as equipes pediram para ver o celular da vítima, que tinha várias chamadas perdidas e mensagens não respondidas.
Apesar de ter acesso ao aparelho a todo instante no suposto cativeiro, ela teria ficado com medo de usá-lo. Ao carregar o celular na recepção da delegacia, a mulher aproveitou para fugir. Com histórico de doenças mentais, ela se recusou a mostrar o celular para as equipes policiais novamente, dizendo que não precisava mostrar nada para provar o que estava dizendo por ter doenças psicológicas.
Depois de fugir, a vítima disse não precisar mais do boletim de ocorrência e que ficaria na casa do filho, até voltar para Nova Alvorada do Sul. Apesar disso, o caso acabou sendo registrado como sequestro e cárcere privado, ameaça, importunação sexual e violência doméstica.
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