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Polícia

Jovem relata momentos de terror durante assalto em frente ao 20º RCB

Jovem ficou inconformada por ter celular roubado e reagiu

25 outubro 2019 - 11h36Vitória Ribeiro    atualizado em 25/10/2019 às 12h37

Uma jovem de 22 anos, que pediu para ter sua identidade preservada, relata momento de terror ao ter celular roubado na noite de quarta-feira (23), em um ponto de ônibus da avenida Presidente Vargas. A moça, que é acadêmica do curso de Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), disse que, em um dia incomum, no qual saiu mais cedo da faculdade, fez outro percurso para chegar em casa.

"Na UEMS passa ônibus ou 19h ou 22h. Eu saí mais cedo e teria que esperar algumas horas para ir embora. Resolvi pegar um ônibus, descer na Euler e fui a pé até o ponto da Presidente Vargas,em frente do 20 RCB. Eu já fui assaltada duas vezes e não fico de bobeira mexendo no celular. Era por volta de 21h20 e vi uma senhora com seu filho se aproximando a pé e me senti segura para olhar o horário do ônibus no celular. Eles passaram rindo e disseram para eu tomar cuidado com o celular. Vi o horário e guardei. Eles voltaram e anunciaram o assalto", relembra a estudante. 

Ela disse que segurou o aparelho e pediu para não levarem, mas acabou tendo o objeto levado. Teve alguns instantes que se conformou com a situação, mas decidiu agir. Foi correndo atrás da dupla, gritando por socorro na rua e parando os veículos que passavam. Os dois assaltantes apertaram o braço dela e falaram para que ela não os seguisse, pois seria esfaqueada. Um vizinho e mais uns três carros foram atrás do menino, pois a senhora não conseguiu mais correr. 

Foi nesse momento em que as duas discutiram e a mulher que roubou o celular deu uma chinelada na cara da jovem alegando não ter roubado nada. Popularem conseguiram deter o menino, que recentemente completou 18 anos e tem uma passagem por ato infracional análogo a tráfico de drogas, quando ainda era menor. Conforme a acadêmica, o menino chegou a apanhar da população enquanto aguardavam assistência policial. 

O celular não foi encontrado na mochila do rapaz, pois ele arremessou no quintal de um vizinho. Um homem entregou o celular a menina e uma testemunha confirmou que viu o celular ser arremessado enquanto o rapaz corria. 

Na delegacia, a mulher ficou exaltada e disse ser alvo de preconceito, por sua raça. Depois de algumas horas, segundo a estudante, ela confessou o crime e disse ter feito o ato pois ambos haviam bebido naquela noite. Mãe e filho permanecem presos aguardando audiência de custódia. 

De acordo com a acadêmica, "meu intuito é que apareçam mais pessoas que foram roubadas pelos dois. Eu acredito que seja um hábito comum deles pela forma com a qual se portavam. Muitas pessoas criticam o fato de eu ter reagido mas eu sabia que não estavam armados com faca pois não mostraram nada. Entraram em confronto e fui agredida com um chinelo. Eu sou pobre igual eles, trabalho o dia todo e estudo a noite. Uso meu celular para trabalhar e estudar e não teria condições de comprar outro caso eles tivessem levado o meu. Por isso reagi. É revoltante e angustiante saber que trabalhei tanto para comprar meu celular e ele ser levado assim", relatou.

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